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MAGGI

Maggi chama Marina Silva de “teimosa e dissimulada”

Marcia Jordan

01/09/2014 às 09:11

Maggi chama Marina Silva de “teimosa e dissimulada”

Messiânica, personalista, teimosa e dissimulada. Assim o senador Blairo Maggi, que apresentou-se à plateia como produtor rural em Mato Grosso, definiu a candidata à presidência Marina Silva, durante evento promovido pela multinacional FMC na Argentina. 

Maggi contrapôs-se à opinião dos palestrantes que discutiam as perspectivas da economia brasileira de 2014 a 2018 – o ex-ministro da Fazenda e consultor Mailson da Nobrega, o coordenador da GV Agro e ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, e o jornalista Merval Pereira.

Em suas apresentações, eles avaliaram que Marina Silva tem grandes chances de ser a nova presidenta e que deve compor preferencialmente com o PSDB para obter governabilidade, uma vez que o candidato Aécio Neves tem chances muito reduzidas. Nesse caso, o setor do agronegócio não deveria temer radicalismos por parte da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula. Ela é inflexível, dura, mas quando há um acordo, ela cumpre”, disse Roberto Rodrigues.

Antes de caracterizar Marina como uma “esfinge a ser desvendada”, e Dilma como “mais do mesmo”, Nobrega traçou para os produtores rurais reunidos no Clube da Fibra um cenário pessimista da economia, com inflação acima da meta, baixo nível de crescimento ou até mesmo estagnação, desemprego crescente e timidez nas reformas necessárias ao país, entre elas a tributária.

Nobrega chegou a dizer que, de todos os candidatos, qualquer um que ganhasse seria “melhor que Dilma Rousseff”. O ex-ministro da agricultura, por sua vez, destacou que pela primeira vez os principais candidatos se aproximaram do agronegócio, e que todos se mostraram interessados nos temas do setor. 

 

“Se eleita, a única promessa que espero que ela cumpra é que não concorra a um segundo mandato, porque ela será um desastre para o nosso setor”

Disse que Aécio Neves seria o mais preparado, que mais afinidades demonstrava com o agro, mas que a reviravolta na campanha, com a morte de Eduardo Campos, tornou mais difícil sua chegada ao segundo turno e eventualmente à vitória na eleição.

Todos os palestrantes trabalharam com a hipótese de um segundo turno entre Dilma e Marina, com ampla vantagem para a candidata do PSB. Segundo Mailson, as chances hoje seriam de 60% para a vitória de Marina, 30% de Dilma e apenas 10% de Aécio Neves. Numa eventual vitória de Marina, argumentou que ela terá de compor para governar. 

Nesse cenário, avaliou que a economia pode recuperar-se, assim como a credibilidade internacional do país diante dos investidores.

Quando a palavra foi aberta para as perguntas da plateia, o ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi, expôs em público o que antes vinha dizendo em conversas reservadas. 

“Se eleita, a única promessa que espero que ela cumpra é que não concorra a um segundo mandato, porque ela será um desastre para o nosso setor. Vi como age quando foi ministra”.

Ele lembrou dos avanços alcançados no atual governo – crédito a juros compatíveis, investimento em logística – e afirmou que mesmo numa situação de economia fraca os produtores têm hoje um parque de máquinas que lhes dá condições de seguir produzindo. Com Marina, disse, “não haverá refresco”.

Roberto Rodrigues, mais diplomático, reconheceu que a presidente “tem criado vantagens para o rural”, reclamando porém da falta de atenção ao etanol e de um seguro rural. 

“Agora é hora de cobrar compromissos dos candidatos, já que o setor não tem votos para definir uma eleição”, finalizou.

Fonte Globo rural