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SETE

Sete são presos em MT suspeitos de desmatar floresta na região Norte

Marcia Jordan

28/08/2014 às 07:34

Sete são presos em MT suspeitos de desmatar floresta na região Norte

Sete pessoas do segmento de madeireiras foram presas na operação “Fluxo Verde”, desencadeada pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, nas cidades de Cláudia e União do Sul, 608 e 689 quilômetros de Cuiabá, nesta quarta-feira (27). O novo balanço foi divulgado pela polícia às 16h47 [horário local].

Para ação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), a Justiça decretou 13 mandados de prisão temporária, sendo 7 deles cumpridos, e 18 mandados de buscas e apreensão cumpridos em nove madeireiras e nove residências.

A operação também apreendeu cinco pás-carregadeira, dois caminhões, duas motocicletas, 1 motosserra, 1 espingarda de pressão, munições, CPU e diversos documentos.

As madeireiras tiveram as atividades paralisadas até a contagem dos produtos florestais estocados em seus pátios. O trabalho é feito por fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que irão aferir todas as toras e depois comparar a quantidade declarada no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Conforme o Ibama, caso a quantidade encontrada seja diferente da declarada, em número e espécie, os produtos serão apreendidos e a madeireira multada e até fechada. Já na primeira madeireira vistoriada, o Ibama estimou mais de 3 mil metros cúbicos de toras no pátio, que serão averiguadas a origem e documentação, para comprovar a legalidade da madeira.

A operação
As investigações iniciaram há 4 anos pela Dema, para apurar denúncias de crimes ambientais cometidos em uma propriedade de terra, de 27 mil hectares no município de União do Sul.

Conforme a delegada Maria Alice Amorim, desde o ano de 2012, a Dema instaurou 12 inquéritos policiais, mas ainda não havia causado efeito na repressão aos furtos, mesmo depois da prisão de mais de 20 pessoas, apreensão de cerca de 1,2 mil metros cúbicos de madeiras, 29 caminhões, tratores, motosserras e outras ferramentas apreendidas na fazenda de floresta nativa, que vem sendo loteada por quadrilhas que se beneficiam da madeira extraída ilegalmente. “A gente fez flagrante de pessoas que trabalhavam na mão de obra e não conseguia identificar os receptadores. O crime não parava porque tinha quem financiava”, disse Maria Alice.  

De acordo com apuração da Polícia Civil, a madeira clandestina já sai documentada da região, devido à agilidade da quadrilha, que com uso de notas fiscais frias consegue “driblar” a fiscalização durante o transporte nas rodovias. 

Os envolvidos no esquema de extração ilegal de madeira e legalização do produto podem responder por furto qualificado, receptação, formação de quadrilha, falsificação de documento, e vários outros crimes ambientais. Os presos estavam sendo interrogados na tarde desta quarta-feira na Delegacia de Polícia de Cláudia. Os maquinários e caminhões apreendidos estão no pátio da Prefeitura Municipal e as demais apreensões na Delegacia.

As ordens judiciais começaram a ser cumpridas deste às 6 horas da manhã, por cerca de 50 policiais da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Gerência de Operação Especiais (GOE), todas de Cuiabá.

Fonte G1