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PROFESSORES

Professores decidem manter greve; paralisação dura 36 dias

Marcia Jordan

26/08/2014 às 09:49

Professores decidem manter greve; paralisação dura 36 dias
Servidores da rede municipal de ensino de Sinop/MT, decidiram durante assembleia, nesta segunda-feira (25), manter a greve, que já completa 36 dias. De acordo com o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Vadeir Pereira, até o momento, nenhuma proposta foi apresentada pela Prefeitura Municipal. 
 
Professores, técnicos e pessoal de apoio cobram a redução da carga horária de trabalho, de 40h para 30h semanais, e a equiparação salarial dos servidores da rede municipal com a rede estadual de ensino. A prefeitura informou que não tem condições financeiras para atender as reivindicações da categoria. Porém, a greve, deflagrada no dia 21 de julho, foi declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), na última quinta-feira (21). 
 
Em entrevista, o diretor regional do Sintep informou que ainda não foi notificado da decisão, mas que deverá recorrer. “Nós decidimos que se não houver o aumento salarial de R$1.697,00 para R$ 1.805,00 e a diminuição da carga horária, não vamos retomar às aulas. Além disso, se não houver o reembolso do salário cortado referente aos dias da paralisação, não haverá reposição de aula”, destacou Pereira. 
 
A rede municipal de Sinop é formada por aproximadamente 1.500 servidores, que atendem cerca de 13 mil alunos. O diretor não soube informar quantos servidores estão com as atividades paralisadas. No dia 31 de julho, data em que a greve completava 11 dias, a Prefeitura de Sinop cortou 30% do salário dos professores, referente ao período da paralisação. 
 
Segundo a assessoria da prefeitura, a decisão foi administrativa. “A Secretaria de Educação respeita a decisão de greve da categoria, apesar de ser considerada ilegal. Nós lamentamos e acreditamos ser um momento inoportuno. Porém, mais de 80% dos servidores já voltaram a trabalhar”, informou ao G1, a secretária adjunta da pasta, Maria do Socorro Pereira Cruz.
 
A prefeitura comunicou, por meio de nota, que desde o ano passado realizou várias reuniões com os secretários de Administração, Educação, Finanças, Governo, Controladoria e Recursos Humanos. Na ocasião, a administração municipal teria apresentado documentos que comprovam que o município não tem condições financeiras para atender ao pedido dos professores.
Fonte G1