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JUSTIÇA

Justiça Federal acolhe ação e bloqueia R$ 71 mil da família Vedoin

Marcia Jordan

16/08/2014 às 11:02

Justiça Federal acolhe ação e bloqueia R$ 71 mil da família Vedoin

A Justiça Federal de Mato Grosso acolheu mais uma ação civil pública contra o empresário Luiz Antônio Vedoin, pivô da máfia dos sanguessugas, esquema de desvio de dinheiro público por meio de compra de ambulâncias superfaturadas.

A decisão do juiz substituto Ilan Presser atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF). Já foi determinada a indisponibilidade de bens na ordem de R$ 71.180,47 dos réus Luiz Antônio Verdoin, Darci José Vedoin, Paulo Rogério Riva, Marilucia Aparecida dos Santos Fernandes, Nilo dos Santos Leal, Neme Pereira Neves e Maria Aparecida Esquiçato Dias.

A defesa dos réus chegou a pedir a conexão de todos processos relacionados a máfia dos sanguessugas, o que veio a ser negado pelo magistrado. 

“Os requerente não especificaram qual o processo em que deveria haver conexão com este feito, apenas expondo, de forma geral, que todas ações que tratam da operação sanguessuga deveriam tramitar perante o mesmo Juízo, ou ainda, ficar paralisado o andamento destes autos até o julgamento das demais ações (…) Registre-se ainda que as ações que correram perante a 2a Vara desta Seção de Cuiabá trataram de processos criminais. Não existe qualquer vinculação entre as competências cíveis e criminais, pois as mesmas cuidam de diferentes e independentes esferas de responsabilidade”, diz trecho da decisão.

O magistrado ainda afastou a possibilidade de prescrição da prática de improbidade administrativa. Os réus deverão apresentar contestação no prazo de 15 dias. Em seguida, será encaminhada toda a documentação ao Ministério Público Federal (MPF) Na sequência será dada vista ao MPF, oportunidade em que deverá apresentar réplicaia dos Sanguessugas foi revelada pela Polícia Federal, em 2006, e trouxe à tona um esquema rústico de pagamento de propina a parlamentares em troca de 10% do valor das emendas. A fraude ocorreu na compra de mais de 1.000 ambulâncias para prefeituras de seis estados e ao longo de cinco anos causou prejuízos de 110 milhões de reais, segundo as investigações.

Fonte Folhamax