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OPERAÇÃO

Operação combate furto de madeira em área de manejo no norte de MT

Marcia Jordan

16/08/2014 às 09:58

Operação combate furto de madeira em área de manejo no norte de MT

A Operação Simbiose 2, de combate ao furto e transporte ilegal de madeira retirada da Floresta Amazônica, resultou na apreensão de quatro tratores utilizados na atividade de desmatamento, uma moto, dois rádios comunicadores e 64 toras de madeira. Um homem foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil, prestou depoimento e foi liberado.

A ação, desencadeada pelo Ibama e a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com apoio da Polícia Militar Ambiental e Força Nacional, entre a quarta e a quinta-feiras, ocorreu em uma área próxima a União do Sul, município a 689 quilômetros de Cuiabá. 

“Essa é uma área grande, de 25 mil hectares, onde existem alguns planos de manejo e que estão sendo saqueados. É a mesma onde houve a chipagem da madeira”, disse ao G1 o analista ambiental Waldivino Silva, gerente-executivo do Ibama em Sinop, em uma referência aos flagrantes registrados em 2012 norte de Mato Grosso e que evidenciaram um esquema de retirada e comércio de toras.

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“Essas madeiras já tinham sido abatidas e estavam em uma clareira para serem carregadas. Chegamos em uma das áreas onde há o depósito de madeira e quando foi abordado [o homem preso], ele admitiu que trabalhava para um empresário de Cláudia, fazendo monitoramento das equipes de fiscalização. É o olheiro”, complementou ainda Waldivino.

Agentes do Ibama permanecem na área fazendo o monitoramento e a contabilizam a metragem das toras encontradas.

Antigo flagrante
Ainda em 2012 e com auxílio de chips, os agentes da unidade regional de Sinop, município distante 503 quilômetros de Cuiabá, descobriram que boa parte da madeira extraída de uma área particular era aproveitada em empresas das cidades de Cláudia e União do Sul.

O caminho da madeira
Equipamentos instalados em toras ajudaram o Ibama a registrar o movimento das madeiras que foram extraídas ilegalmente da área de manejo. Infratores aproveitavam especialmente o período noturno para carregar os caminhões. De acordo com os fiscais, valores pagos na madeira estimulavam o consumo ilegal.

 

Fonte G1