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Eder afirma ser inocente, mas não rebate declarações de Júnior Mendonça

Marcia Jordan

15/08/2014 às 07:01

Eder afirma ser inocente, mas não rebate declarações de Júnior Mendonça

Depois de 5 dias em liberdade de uma prisão que durou 81 dias, o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes (PMDB) quebrou o silêncio e falou com a imprensa que precisou esperar por 9 horas seguidas até acabar o terceiro dia de interrogatório do ex-homem forte dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB). Réu por lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, Eder afirmou que é inocente e garante que vai provar que não cometeu nenhum dos crimes a ele imputados pelo Ministério Público Federal (MPF), autor das, investigações juntamente com a Polícia Federal que desencadearam a Operação Ararath. Eder, porém, evitou contestar as declarações do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça. Também não quis criticar a Justiça Federal e nem o MPF.

Foram os depoimentos de Mendonça, na condição de delator premiado, que subsidiaram a 5ª etapa da Operação Ararath, deflagrada no dia 20 de maio para cumprir mandados de busca e apreensão envolvendo o governador Silval Barbosa, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), o deputado estadual José Riva (PSD), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado(TCE), Sérgio Ricardo de Almeida (PR), o promotor de Justiça do Ministério Público Estadual, Marcos Regenold Fernandes, membro do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e alguns empresários. O senador Blairo Maggi (PR) também é investigado, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) não autorizou ordem de busca e apreensão em suas empresas e nem no seu gabinete. Mesmo alegando inocência, Moraes não desqualificou Mendonça, apesar de seu antigo advogado, Paulo Lessa, ter afirmado que havia indícios de que Júnior Mendonça teria mentido. O advogado disse, inclusive, que Eder estaria disposto a participar de uma acareação com o delator do esquema, uma vez que outras pessoas é que deveriam estar presas em seu lugar.

“Só quero dizer à sociedade mato-grossense que sou inocente, estou comprovando a minha inocência, mas são questões bastante complexas e que não dá para explicar para vocês da imprensa ou para alguém que queira saber do processo porque levam horas, como está levando aqui para poder se explicar. São assuntos extremamente complexos, então é o que eu sempre digo, não dá pra falar sobre o parcial para contaminar o todo. É muito fácil dar uma notícia, lamear a honra das pessoas, ferir uma relação conjugal, isso é muito fácil fazer, mas é muito difícil fazer o caminho inverso”, disse Moraes.

No primeiro processo desencadeado a partir da Operação Ararath, a esposa de Eder, empresária Laura Tereza da Costa Silva, também é ré. Nesta sexta-feira (14) ela será ouvida pelo juiz da 5ª Vara Federal Jeferson Schneider. Eder disse que vai acompanhá-la durante a audiência. “O depoimento da minha esposa é absolutamente tranquilo, não há nada que ela tenha que temer para vir depor, já está absolutamente esclarecido em juízo toda essa situação, mas em juízo, no devido processo legal”, declarou. Outro réu no processo, superintendente do Bic Banco MT, Luiz Carlos Cuzziol, não vai depor nesta semana.

Eder também confirmou que os advogados Paulo Lessa e Fábio Lessa, que são pai e filho, não o defende mais no processo. Questionado sobre um possível calote, evitou comentar o caso e disse que ainda vai conversar com Lessa, o qual é seu amigo pessoal e que a amizade não será abalada. A partir de agora o advogado Ronan de Oliveira faz a defesa de Moraes. Contudo, o jurista disse ao Gazeta Digital que prefere não comentar o assunto e vai esperar acabar a fase das oitivas

Fonte Gazeta Digital