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TRF investiga prefeito de Rondonópolis por suposta propina milionária

Marcia Jordan

04/08/2014 às 10:57

TRF investiga prefeito de Rondonópolis por suposta propina milionária

O prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS), é suspeito de ser beneficiado com dois pagamentos milionários suspeitos no esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal na Operação Ararath. Ele teria recebido R$ 1,550 milhão das mãos do ex-secretário de Fazenda, Copa e Casa Civil, Éder Moraes Dias, e também outros R$ 150 mil em três cheques de R$ 50 mil emitidos pela Amazônia Petróleo.

Conforme trecho do inquérito policial ao FOLHAMAX teve acesso, o proprietário da rede de combustíveis Amazônia Petróleo e delator do esquema de corrupção revelou que o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, pediu emprestado R$ 150 mil para ser entregue a Percival Muniz, na época dos fatos deputado estadual na Assembleia Legislativa. Junior Mendonça afirmou que entregou na mão de Éder Moraes três cheques no valor de R$ 50 mil cada, tendo o ex-secretário se responsabilizado em entregar diretamente a quantia a Percival Muniz. 

A lista indicando uma quantia de R$ 150 mil paga a Percival Muniz foi apreendida pelos agentes da Polícia Federal na casa de Gércio Marcelino Mendonça, pai de Júnior Mendonça. O mesmo documento que trata de contabilidade cita “manutenção do sistema” e indica “deputado Percival R$ 1,550 milhão.

A Polícia Federal suspeita que outros empresários operadores do sistema clandestino que servia para lavagem de dinheiro em Mato Grosso tenha complementado a quantia entregue a Percival Muniz. Isso porque o valor dado por Junior Mendonça se restringe a R$ 150 mil conforme prestado em depoimento.  “Assim, sabendo da existência de outros operadores financeiros que captavam e emprestavam recursos tal como o colaborador, é crível vislumbrar que o Gércio Marcelino Mendonça Júnior tenha sido chamado para ser um dos colaboradores desta quantia”, diz trecho de representação encaminhada pelo Ministério Público Federal ao Tribunal Regional Federal para apuração do delito supostamente cometido pelo prefeito da terceira maior cidade de Mato Grosso. 

Conforme já divulgado com base em documentos oficiais a Polícia Federal suspeita que impera em Mato Grosso uma “teia” de agiotas tenha nos últimos anos operado  recursos financeiros clandestinamente, agindo para lavar dinheiro público e assim abastecer caixa 2 de campanha eleitoral e ainda destinar pagamento de propina a autoridades e outras finalidades espúrias.

Fonte Folhamax