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SAÚDE

Saúde é movida por máfia e liminares superfaturadas em MT, diz prefeito

Marcia Jordan

26/07/2014 às 09:11

Saúde é movida por máfia e liminares superfaturadas em MT, diz prefeito

A Prefeitura de Cuiabá investiga, junto com a Polícia Civil, possível máfia existente no ramo farmacêutico para compra de medicamentos. O esquema funcionaria por meio da negativa das empresas aptas a participar do processo de licitação em entrar no certame.

Dessa forma, quando o edital é lançado para compra de determinado tipo de medicamento nenhuma das empresas participa, nem mesmo depois de prorrogado o prazo. A demora da compra causa caos na saúde da Capital, o que obriga a prefeitura a comprar medicamento de emergência, atendendo aos preços que essas empresas pedirem pelos remédios.

O caso está sendo investigado e por isso a prefeitura não fornece mais detalhes sobre o assunto. Conforme o prefeito Mauro Mendes, o secretário de Saúde Werley Peres tem tido coragem para enfrentar o problema e para tentar reverter a situação, abre pregões a nível nacional, para ampliar a possibilidade de concorrência.

Liminares

Outra possível máfia denunciada pelo prefeito é o caso das liminares concedidas pela Justiça. Mauro conta que pacientes ficam na fila e nunca conseguem ser operados. Quando entram na Justiça, o hospital informa aos promotores preço superfaturado de cirurgias. Ele exemplica caso em que o valor cobrado para imposição de liminar para uma cirurgia foi de R$ 175 mil, sendo que o valor da mesma pela Unimed era de R$ 35 mil e ressalta que há dezenas de casos semelhantes. “Não é justo pagar absurdo superfaturamento das liminares judiciais”, reclama. 

Os casos acontecem principalmente na atuação do Estado, mas o prefeito avisa. “Se vier pra cima de mim eu vou empinar, vou pular alto, porque é dinheiro da saúde”.

 

 

Fonte RdNews