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Gasto com saúde por dia, para cada habitante, é de R$ 0,88 em Mato Grosso

Marcia Jordan

19/07/2014 às 20:00

Gasto com saúde por dia, para cada habitante, é de R$ 0,88 em Mato Grosso

O investimento na saúde em Mato Grosso é de R$ 0,88 por dia, para cada habitante, somando os investimentos dos governo federal, municipal e estadual. A informação é Conselho Federal de Medicina que divulgou nessa semana um ranking dos valores aplicados em 2013 para cobrir as despesas dos mais de 200 milhões de brasileiros usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Em Mato Grosso foram aplicados R$ 1.005.804.050,82 e por mês, o dispêndio apontado em um ano é de R$ 316,08. No cenário nacional, Mato Grosso figura na 16ª posição com uma cobertura do Programa Saúde da Família de 62%.97%.

Por mês, a pesquisa aponta o montante de R$ 26,34 per capta, ocupando a segunda posição é do estado de Mato Grosso com total de R$ 331.67. Mato Grosso figura na terceira posição. Considerando os estados da região Centro-Oeste, o Distrito Federal é quem mais se destaca com investimento anual de R$ 1.042,40.

No país, Ao todo, o gasto per capita em saúde naquele ano foi de R$ 1.098,75. O valor, segundo análise do Conselho Federal de Medicina (CFM), está abaixo dos parâmetros internacionais e representa apenas metade do que gastaram os beneficiários de planos de saúde do Brasil no mesmo período. 

As informações levantadas pelo CFM consideraram as despesas apresentadas pelos gestores à Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, por meio de relatórios resumidos de execução orçamentária. Em 2013, as despesas nos três níveis de gestão atingiram a cifra de R$ 220,9 bilhões. O montante agrega todas as despesas na chamada “função saúde”, destinada à cobertura das ações de aperfeiçoamento do sistema público de saúde. Boa parte desse dinheiro é usada também para o pagamento de funcionários, dentre outras despesas de custeio da máquina pública.

Para o presidente em exercício do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, os indicadores de saúde e as condições de trabalho para os médicos nos municípios revelam como os valores gastos estão abaixo do ideal. “Como podemos ter uma saúde de qualidade para nossos pacientes e melhor infraestrutura de trabalho para os profissionais do setor com tão poucos recursos?”

As informações do CFM dialogam com dados da Organização Mundial da Saúde – OMS (Estatísticas Sanitárias 2014), que, apesar de diferenças metodológicas, revelou que o Governo brasileiro tem uma participação aquém das suas necessidades e possibilidades no financiamento. Do grupo de países com modelos públicos de atendimento de acesso universal, o Brasil era, em 2011, o que tinha a menor participação do Estado (União, Estados e Municípios) no financiamento da saúde.

Segundo os cálculos da OMS, enquanto no Brasil o gasto público em saúde alcançava US$ 512 por pessoa, na Inglaterra, por exemplo, o investimento público em saúde já era cinco vezes maior: US$ 3.031. Em outros países de sistema universal de saúde, a regra é a mesma. França (US$ 3.813), Alemanha (US$ 3.819), Canadá (US$ 3.982), Espanha (US$ 2.175), Austrália (US$ 4.052) e até a Argentina (US$ 576) aplicam mais que o Brasil, de acordo com informações da Assessoria. 

Fonte – Olhar Direto