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DOAÇÃO

Doação a Murilo serviu para lavagem de R$ 2,8 mi aos amigos Mendonça

Marcia Jordan

19/07/2014 às 09:10

Doação a Murilo serviu para lavagem de R$ 2,8 mi aos amigos Mendonça

A Polícia Federal suspeita que parte do dinheiro doado para a campanha eleitoral de 2008, do empresário Murilo Domingos (PR), na disputa pela Prefeitura de Várzea Grande, tenha servido para lavagem de dinheiro. A suspeita é de que a irregularidade serviu para beneficiar financeiramente os empresários Gércio Marcelino Mendonça Júnior, conhecido como Junior Mendonça, e Fernando Mendonça França, dono do Atacado Mendonça.

As investigações no transcorrer da Operação Ararath descobriram que a Destilaria de Álcool Libra foi a maior doadora, com repasses de R$ 2,8 milhões ao republicano. O montante correspondeu ao total de 35% do volume de recursos financeiros arrecadados na campanha eleitoral. 

O que mais chamou atenção da PF é que a destilaria tinha sede no município mato-grossense de  São José do Rio Claro, município sem qualquer vínculo direto com Várzea Grande. “Causa estranheza este repasse de recursos, já que Murilo Domingos concorria ao cargo de Prefeito de Várzea Grande, município sem qualquer vínculo com a Destilaria de Alcool LTDA ou com seus sócios. É imperioso ressaltar que era nesta cidade que localizava-se a Globo Fomento LTDA, de Gércio Marcelino Mendonça Júnior, e a Comércio Regional de Alimentos LTDA (Atacado Mendonça), de Fernando Mendonça França”, diz trecho. 

O relatório aponta meses depois das doações, a Destilaria de Álcool Libra entrou com pedido de recuperação judicial junto à Comarca de São José do Rio Claro alegando dívidas superiores a R$ 200 milhões.  A análise policial identifica duas ligações que oferece indícios para suspeita de lavagem de dinheiro. No município de São José do Rio Claro, estava localizada a Globo Fomento LTDA, factoring de propriedade de Júnior Mendonça e a Comércio Regional de Alimentos LTDA, ou, Atacado Mendonça, empresa de Fernando Mendonça. 

A PF ressalta ainda que a análise dos documentos relacionados a Destilaria Libra confirmaram uso ilegal da Comercial Amazônia de Petróleo como “instituição financeira clandestina”. A suspeita é que a doação financeira para a campanha de Murilo Domingos tenha servido com o mero intuito de ocultar transação financeira em prol de Junior Mendonça e Fernando Mendonça. Ambos são investigados pelo esquema de lavagem de dinheiro superior a R$ 500 milhões e tiveram casas e empresas como alvos de busca e apreensão no transcorrer da Operação Ararath.

RETORNO A POLÍTICA

Cassado do mandato de prefeito de Várzea Grande em 2011, Murilo Domingos pretende retornar a vida pública. Ele solicitou registro a Justiça Eleitoral para ser candidato a deputado federal pelo Partio da República.

Fonte Folhamax