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Delator da Ararath depõe sobre venda de combustíveis a AL

Marcia Jordan

18/07/2014 às 08:04

Delator da Ararath depõe sobre venda de combustíveis a AL

A Delegacia Fazendária (Defaz), da Polícia Civil, colheu nesta quinta-feira (17) depoimento do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o “Júnior Mendonça”, como parte das investigações iniciadas no ano passado sobre supostas ilegalidades nos pregões realizados pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para a compra de combustíveis. 

Operador financeiro e principal delator do esquema investigado na operação Ararath, da Polícia Federal (PF), Júnior Mendonça compareceu à sede da Defaz na tarde desta quinta-feira também como colaborador.
A empresa dele, a Amazônia Petróleo, era a vencedora dos pregões lançados pela ALMT entre 2009 e 2013 para compra de combustíveis. O empresário entrou e deixou a sede da Defaz sem falar com a imprensa.

Entretanto, o delegado Rogers Elizandro Jarbas esclareceu que, desde o início das investigações, Júnior Mendonça tem colaborado e se colocado à disposição para fornecer detalhes sobre a suspeita de esquema envolvendo a aquisição de combustíveis. 

O delegado deixou claro que a suspeito recai não exatamente sobre o valor das transações entre a ALMT e a empresa de Júnior, mas sobre o volume de combustíveis fornecidos. “O formato em que era feita essa aquisição está sob investigação. Ao que tudo indica, existe uma ilegalidade muito grande por trás dessas aquisições.

Os indícios nos apontam que o quantitativo de combustíveis adquiridos de 2009 a 2013 pela Assembleia Legislativa não corresponde aos veículos utilizados pela Casa Legislativa. Não é uma questão de preço, é uma questão da quantidade de litros de combustíveis adquiridos em relação à frota”, resumiu o delegado.

Ele também enfatizou que o objeto da investigação da Defaz é distinto do alvo da operação Ararath, um esquema de agiotagem, fraude e transações financeiras ilegais que perdurou desde 2006 em Mato Grosso tendo como principal articulador o próprio Júnior Mendonça, o qual teria funcionado ao longo desses anos como um “banco clandestino” às ordens do ex-secretário de estado Éder Moraes (PMDB) – preso desde o dia 20 de maio no Distrito Federal – e em favor de diversos interesses nos três poderes do estado.

 No último dia 3, Júnior Mendonça compareceu à sede da Justiça Federal em Cuiabá para prestar depoimento na condição de delator premiado sobre crimes financeiros e de lavagem de dinheiro investigados na operação Ararath.

Fonte Folhamax