Mato Grosso, Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019
Logo Só Informação
Informe Publicitário
CASOS

Casos de aids aumentam 77% em Mato Grosso

Marcia Jordan

17/07/2014 às 07:21

Casos de aids aumentam 77% em Mato Grosso

Relatório da ONU apontou que novos casos de Aids cresceram 11% no Brasil nos últimos oito anos, enquanto reduziram 27% no Mundo. Em Mato Grosso, o crescimento relativo foi sete vezes maior que o restante país. Em seis anos 3,4 mil novos casos foram registrados no Estado, um aumento de 77%. 

De acordo com a pesquisa realizada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), em 2005 2,9 milhões de pessoas eram portadoras do vírus. Em 2013, o número caiu para 2,1 milhões. 
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (SES), entre 2007 e 2013, o Estado registrou 3,4 mil novos casos. Por volta de 25% são de crianças e gestantes. 

De 2011 a 2013 o Estado passou a registrar uma pequena queda no número de novos caos. Em 2011, 805 pessoas foram infectadas, em 2012 foram contabilizados 637 casos. Porém, o índice voltou a subir em 2013 com 686 novos casos. Em 2014, 224 pessoas já confirmaram que estão com a doença. 

As mortes relacionadas ao vírus também registraram queda. Em 2013, 1,5 milhão de pessoas morreram vítimas da doença, uma queda de 11,8% em comparação com 2012, quando 1,7 milhão de pessoas faleceram. Se comparados com os anos de 2004 e 2005 a redução é ainda maior, por volta de 35%. Na comparação 2,4 milhões de mortes foram registradas. 

Em 2012, 2,3 milhões de novas pessoas foram infectadas, entre as quais aproximadamente 260 mil crianças. 
Segundo a ONU, aproximadamente 35 milhões de pessoas viviam com o HIV em 2013, um número um pouco superior aos 34,6 milhões de 2012. Contudo, a organização estima que mais da metade não sabe que é soropositivo. 

O Brasil tinha 730 mil pessoas com Aids em 2013, número que representa 2% do total mundial. Apenas no último ano, mais 44 mil pessoas contraíram o HIV apenas. Por volta de 16 mil pessoas com HIV morreram no ano passado, mas somente a metade dos 730 mil utiliza os antirretrovirais, cerca de 330 mil pessoas. 

De acordo com a ONU, o maior índice de infecção ocorre nos grupos considerados vulneráveis, que são os transsexuais, homossexuais, profissionais do sexo e seus clientes e usuários de drogas injetáveis. 

De acordo com Kátia Damascena, representante da ONG Pastoral da Aids, a falta de políticas públicas principalmente entre os grupos de risco explicam este aumento desproporcional no Estado.Ela afirmou que enquanto outras Capitais atuam mais fortemente com estes grupos, Cuiabá deixa a desejar. 

“O Estado não trabalha com prevenção. Trabalha apenas com datas pontuais. Estamos em julho e não se veem campanhas. Falta informação, muita gente acha que Aids não mata mais. E também falta políticas relacionadas aos efeitos colaterais da medicação, que podem ser devastadores”

Fonte Folhamax