Mato Grosso, Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019
Logo Só Informação
Informe Publicitário
CANDIDATOS

Candidatos defendem o fim das OSSs em Mato Grosso

Marcia Jordan

14/07/2014 às 08:21

Candidatos defendem o fim das OSSs em Mato Grosso

As organizações sociais de saúde (OSSs) não vão fazer parte da próxima administração do Estado. Em seus planos de governo, os cinco candidatos à sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB) deixam claro serem contra este modelo de gestão. 

Todos pretendem retomar para o Estado o comando de hospitais que hoje são administrados por empresas privadas. O entendimento é de que a iniciativa não gerou benefícios quanto ao atendimento ao usuário. 
O senador Pedro Taques (PDT) acredita que a “privatização da saúde” favoreceu apenas a corrupção na secretaria que comanda o setor. “Foi escolhido um modelo arriscado de gestão, que tem possibilitado a corrupção e péssimo retorno a população”. 

Embora sejam candidatos de legendas que compõem o atual governo, o deputado estadual José Riva (PSD) e o ex-vereador por Cuiabá Lúdio Cabral (PT) também garantem, se eleitos, o fim das OSSs. 
O candidato petista promete retomar a gestão dos hospitais regionais e encerrar, ainda no primeiro semestre de 2015, os contratos com todas as organizações sociais de saúde. 

Lúdio propõe ainda uma maior aproximação entre o Estado e municípios fortalecendo a cooperação técnica e o processo de planejamento e gestão sob a ótica da regionalização. Também uma “estabilização dos repasses financeiros Estado-municípios”. 

Já Riva, além do fim das OSSs, acredita que o fortalecimento da atenção primária pode garantir melhorias efetivas no setor. Para isso, ele pretende buscar parcerias com o governo federal para a implantação de novas unidades de pronto-atendimento (UPAs) em diversos pontos de Mato Grosso. 

José Roberto Cavalcante (Psol) segue esta mesma linha. Segundo ele, programas com base na prevenção serão prioridades em seu governo. Ainda assim, ele pretende ampliar a rede de hospitais, a começar pelas regiões mais pobres, e realizar concursos públicos para preenchimento do quadro de profissionais especializados. 
A reportagem procurou o candidato José Marcondes, o Muvuca (PHS), mas, até o fechamento desta edição, não recebeu seu plano de governo. 

A gestão de hospitais públicos por meio de OSSs foi implantada em 2011, no início da gestão Silval Barbosa (PMDB). À época, a iniciativa gerou polêmica e chegou a ser alvo da Justiça. 

Atualmente, apenas três hospitais são gerenciados por OSS em Mato Grosso: os de Rondonópolis, Cáceres e Sinop. Os de Alta Floresta e Colíder estão em fase de retomada do Estado por determinação da Justiça, medida já adotada com o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, e com a Farmácia de Alto Custo

Fonte Folhamax