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LÚDIO

Lúdio vê fraude em convenção e tentar barrar Taques ao Governo de MT

Marcia Jordan

13/07/2014 às 08:45

Lúdio vê fraude em convenção e tentar barrar Taques ao Governo de MT

Com a campanha eleitoral ainda tímida nas ruas, as ações nos bastidores já começam a ser articuladas na disputa ao governo do Estado. Neste sábado (12), a coligação Amor a Nossa Gente, composta pelo (PT-PMDB-PROS-PCdoB), representada pelo petista Lúdio Cabral (PT) na disputa ao governo do Estado requereu a Justiça a impugnação do DRAP (Demonstrativo de Regularidade de Ato Partidário) da coligação Coragem e Atitude para Mudar composta pelo PDT-PP-DEM-PSDB-PSB-PPS-PV-PTB-PSDC-PRP-PSL-PRP

Se receber o aval da Justiça, o PDT ficará impedido de participar das eleições de 2014, o que levaria automaticamente a exclusão do senador Pedro Taques na disputa ao governo do Estado e da coligação nas disputas proporcionais que são Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. No documento protocolado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), é sustentando que houve indícios de fraude na convenção do PDT.

Uma das suspeitas é que tenha havido falsificação de assinaturas e outras assinaturas feitas por filiados em condições irregulares na ata da convenção que homologou o senador Pedro Taques candidato ao governo do Estado e dos candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. “Verificou diversas irregularidades no que tange a membros titulares e presidentes das comissões provisórias municipais do PDT que assinaram a lista de votação da convenção para escolha dos candidatos a deputados estaduais e federais, bem como para a escolha do candidato ao governo pelo PDT, José Pedro Gonçalves Taques, com rasuras, sobreposições de assinaturas, sem que alguns dos nomes estivessem devidamente filiados, outros com filiações canceladas ou filiados em outros partidos”, diz trecho do documento.

Ao FOLHAMAX, o advogado José Patrocínio informou que o PDT não entregou a ata da convenção à Justiça Eleitoral no prazo legal, o que permitiu um estudo a respeito da validade das assinaturas somente quando foi publicada pelo site do Tribunal Regional Eleitoral. “Isso é um indício grave de irregularidade e espero que os julgadores levem em consideração para que seja garantida a lisura do pleito eleitoral”, disse.

No protocolo do pedido de impugnação, é solicitado que a coligação Coragem e Atitude para Mudar seja notificada para apresentar defesa no prazo de 7 dias. A tendência é que toda a documentação seja encaminhada a Procuradoria Regional Eleitoral para emissão de parecer favorável ou contrário e depois encaminhado ao plenário do Tribunal Regional Eleitoral composto por 7 julgadores. “Eles não protocolaram a ata e pesquisas a lista dos convencionais, detectamos que muitos nem mais fazem parte do partido”, contou. 

Um dos exemplos citados que comprovaria a irregularidade é a situação de Haroldo Valela do Carmo. Uma pesquisa no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que sua filiação partidária está cancelada desde o dia 31 de maio de 2010.

Mesmo assim, ainda permanece como membro da comissão provisória do diretório do município de Porto Estrela. Há ainda Carmen Cardoso de Sá que sequer teria filiação partidária e figura na ata da convenção do PDT como presidente do diretório municipal de Santo Antônio de Leverger.

O advogado Paulo Taques informou que aguarda a notificação da Justiça Eleitoral para avaliar a documentação e a partir daí oferecer uma resposta ao pedido de impugnação.

RIVA X TAQUES

Ao mesmo tempo, a coligação Viva Mato Grosso, composta pelo PSD-PTC-PTN-PEN-PRTB-PSB, representada na disputa ao governo do Estado pelo deputado estadual José Riva (PSD) também pediu a impugnação da candidatura ao governo do Estado e vice-governador do senador Pedro Taques (PDT) e do empresário Carlos Fávaro (PP), respectivamente. Uma das alegações é que não houve quórum mínimo de 50% para homologação das candidaturas na convenção partidária.

Além disso, sustenta que Fávaro não se desincompatibilizou da presidência da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja) no prazo exigido pela Justiça Eleitoral. Embora Fávaro tenha ressaltado que se licenciou no prazo legal, não há nenhum documento de comprovação. Além disso, estaria atuando numa comissão de logística da Aprosoja, o que é vedado pela legislação eleitoral.

Por outro lado, Taques pediu a impugnação da candidatura de Riva ao governo do Estado alegando que o parlamentar estaria inelegível por conta de condenações em órgão colegiado, o que em tese o enquadraria na lei complementar 135/2010, a popular lei da Ficha Limpa.

O prazo para pedido de impugnação de candidaturas se encerrou às 19h deste sábado (12). A Justiça Eleitoral tem até o dia 5 de agosto para julgar todos pedidos de candidatura em Mato Grosso. No total, são 5 candidatos ao governo do Estado e vice-governador, 6 senadores e outros concorrendo na 1ª e 2ª suplência, 102 deputados federais e 320 candidatos a deputado estadual.

 

 

Folhamax