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ENFERMEIROS

Enfermeiros entram em greve na segunda-feira

Marcia Jordan

03/07/2014 às 19:13

Enfermeiros entram em greve na segunda-feira

Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem da rede pública, em Cuiabá, entram em greve na próxima segunda-feira. A paralisação foi decidida em assembleia da categoria, realizada na tarde desta quinta-feira (3), na Capital.

A greve afetará os serviços no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, em todas as policlínicas e unidades de Postos de Saúde da Família (PSF). Existem hoje 1.140 profissionais, mas de acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen), Dejamir Soares, 60% deles são contratados e recebem 1 salário mínimo que está hoje em R$ 724.

Os trabalhadores rejeitaram a proposta da Prefeitura de Cuiabá, que ofereceu um reajuste salarial de 5% para os profissionais concursados e nenhuma mudança para os funcionários contratados.

Segundo a advogada do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen), Natália Ramos Bezerra, dia 20 de maio houve os indicativos de greve, que foi assegurado porque logo começaram as negociações com a gestão, porém não houve um acordo.

“Isso é um total descaso com a nossa situação. Estamos há meses esperando uma solução, e eles chegam com essa contraproposta. Tudo tem um limite e como não tivemos um consenso, partiremos para a greve”, afirmou o presidente.

Atualmente, os enfermeiros concursados da rede municipal recebem salários de R$ 1760 por 40 horas semanais trabalhadas e querem equipação aos odontólogos que ganham, no início da carreira, R$ 3 mil para trabalharem durante 20 horas por semana. Já os enfermeiros que trabalham 30 horas ganham R$ 1434,94, e o sindicato defende um valor de R$2,6mil. Neste caso, a prefeitura fez uma contraproposta de R$ 1477,99.

Técnicos que trabalham 40 horas recebem hoje um salário de R$ 952,89. A gestão quer oferecer uma remuneração de R$ 981,48, sendo que o sindicato reivindica um aumento para R$ 1,8 mil. Os técnicos que trabalham 30 horas ganham como os auxiliares de enfermagem, R$ 725. Neste caso a prefeitura propõe um aumento de R$ 8, enquanto que o sindicato exige um salário de R$ 1,5 mil.

Além da reivindicação salarial para os concursados, o Sinpen pede por melhorias também para os contratados, que hoje ganham um salário mínimo e querem um acréscimo de R$ 1.036.

“Queremos uma nova tabela salarial para os concursados, uma tabela mais atualizada e queremos um salário mais digno para o contratado. Não é justo eles ganharem isso, afinal conforme a lei 094/2003, eles devem ter um salário base, porém a prefeitura alega que essa lei é ilegal”, concluiu o presidente.

Conforme Dejanir, durante a greve, o efetivo de 30% de profissionais trabalhando será mantido conforme determina a lei que disciplina as greves trabalhistas. “Hoje estamos aqui para dizer que a nossa greve é legal. Trabalhamos sem condições nenhuma. Quem está entrando na greve é para matar ou morrer. Não podemos ter medo”, concluiu o presidente.

Outro lado – A secretária-adjunta de Saúde de Cuiabá, Iracema Queiróz, esteve presente à assembleia. Aos profissionais, ressaltou que a questão salarial é importante, mas não há formas de se resolver tudo em uma única gestão. À imprensa, não quis dar declarações, saindo antes do fim da assembleia.

Fonte GD