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COMISSÃO,

Comissão, entidades e diretores discutem implantação de usina

Marcia Jordan

01/07/2014 às 21:57

Comissão, entidades e diretores discutem implantação de usina

Foi o primeiro encontro oficial entre os vereadores da comissão que irá acompanhar os trabalhos de implantação da Usina Hidrelétrica Sinop (UHE-Sinop) e diretores da Companhia de Energia de Sinop (CES). A reunião, realizada nesta segunda-feira (30), na Câmara, reuniu ainda representantes do Fórum Teles Pires, Movimento dos Sem Terra (MST), Associação da Colônia de Pescadores, Gleba Mercedes e Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB).

A reunião, convocada pela comissão, serviu para que os vereadores explicassem aos diretores da CES os objetivos dos trabalhos e como devem ser desenvolvidos. A consulta pública que a comissão está realizando foi um dos assuntos debatidos. Os vereadores explicaram que os trabalhos servem para que a população possa tirar dúvidas sobre a implantação da usina.

“Como o acesso da população à empresa é difícil, nós (comissão) seremos o elo entre as pessoas e a empresa que administra o empreendimento. Vamos colher as dúvidas da população e levar até a CES para que sejam esclarecidas. Seremos a voz da população”, explicou o presidente da comissão Jonas Henrique de Lima.  

O vereador Fernando Assunção, relator dos trabalhos, lembrou que o foco da comissão é acompanhar todo o processo, mas principalmente nas questões socioeconômicas e indenizatórias. “Estamos aqui para somar (com a implantação do empreendimento). Não queremos atrapalhar o andamento das obras, pois se trata de desenvolvimento do nosso município, da nossa região, mas também não podemos deixar que os direitos, as necessidades da população, principalmente dos atingidos diretamente, não sejam atendidos. A comissão é uma forma da população participar”, lembrou Assunção.

“Se tiver que escolher em que lado ficar, vou ficar do lado do povo, do lado dos assentados, pois é covardia tirar as pessoas de suas terras, onde há uma história de vida e não pagar”, disse o presidente da Câmara, Dalton Maritini, fazendo referência ao pagamento de indenizações aos proprietários de áreas que serão desapropriados.

O diretor de Fornecimento Eletromecânico, Meio Ambiente e Gestão da CES, Severino Moraes, disse que o objetivo é “transformar os atingidos em participantes das ações”, ao referir-se sobre a clareza com que os trabalhos de implantação do empreendimento serão desenvolvidos. “Essa comissão será um grande aliado no desenvolvimento dos trabalhos, pois queremos também ouvir a população, saber das suas necessidades”, enfatizou.

Em março, equipes das empresas fizeram uma explanação aos vereadores de como serão desenvolvidos todos os trabalhos e, na época, garantiram que os valores das indenizações, baseados em valores de mercado, serão pagos no decorrer das obras e que antes dos proprietários deixarem as áreas tudo estará acertado.

O próximo passo agora da comissão é discutir junto ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) sobre a nomeação do superintendente do órgão em Mato Grosso. A comissão está preocupada com os assentados da Gleba Mercedes que não tem os títulos das áreas.

Também fazem parte da comissão os vereadores Cláudio Santos e Fernando Brandão.

A obra – A barragem será construída entre os municípios de Itaúba e Cláudia, cerca de 70 km de Sinop, mas será o município de Sinop que terá a maior parte das áreas alagadas, que atingirão também Sorriso e Ipiranga do Norte. A usina terá capacidade de gerar 400 MW (megawatts), energia suficiente para ligar, ao mesmo tempo, um milhão de geladeiras e beneficiar mais de 1,5 de pessoas. A previsão que a usina entre em operação em 2017.

Fonte Redação com Assessoria