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VITÓRIA

Vitória em emocionante prorrogação coloca geração de ouro belga nas quartas

Marcia Jordan

01/07/2014 às 18:46

Vitória em emocionante prorrogação coloca geração de ouro belga nas quartas

O duelo na próxima etapa será com a Argentina. Pelo futebol apresentado por ambas as seleções até agora, o diferencial é “apenas” Messi. Se a geração belga for capaz de pará-lo, pode tornar concreto o sonho de todos que não param de elogiá-la. O palco para isso será Brasília, no próximo sábado. Por enquanto, fica a história de mais uma prorrogação emocionante naquela que, a cada jogo, pinta como forte candidata a melhor Copa de todos os tempos.

Fases do jogo: O primeiro tempo foi bom, apesar do 0 a 0. A segunda etapa foi da Bélgica, consagrando Tim Howard como um dos melhores goleiros da Copa. Mas a prorrogação, talvez, tenha sido o “melhor jogo” da Copa.

Na primeira etapa do tempo extra, a Bélgica finalmente fez valer sua superioridade no gramado, naquela que talvez tenha sido melhor atuação na Copa. Com um minuto, gol, após linda jogada coletiva. De Bruyne recebeu de Lukaku, que entrou em velocidade pela ponta esquerda, cortou dois zagueiro e, finalmente, venceu Howard. A Bélgica passou a apostar que os EUA se abririam para sair ao ataque, e isso ocorreu. Aos 14 minutos, Lukaku recebeu em jogada três contra dois do ataque belga e venceu Howard batendo forte, pelo alto, quando o goleiro saía em seus pés.

O segundo tempo foi ainda melhor, com mais jogadas de habilidade e com um toque de drama gigantesco. Logo com um minuto, Green, que havia acabado de entrar, marcou, pegando de sem pulo de primeira lançamento de Bradley – golaço. Minutos depois, os EUA surpreenderam com impressionante jogada ensaiada e falta. Quatro toques em velocidade deixaram atordoados os zagueiros belgas, que viram Dempsey sair cara a cara com Courtois, que conseguiu a defesa com os pés. Até o final, os EUA abafaram. Chances foram criadas, mas nada entrou. Bélgica entre as oito melhores seleções do mundo.

O melhor: Tim Howard – O goleiro americano fez tudo que podia para parar o ataque da Bélgica, que a partir da segunda etapa do tempo normal saía a todo momento frente a frente com ele. Foram 15 defesas nesse estilo – recorde do Mundial. Ele defendeu bola pelo alto, dando “ponte”, rasteira, com o pé. Os dois gols belgas só saíram porque chega uma hora que só milagre salva.

O pior: Jermaine Jones – Ninguém na partida teve atuação individual fraca. O problema de Jones foi que ele apareceu mais na defesa do que ligando a bola ao ataque, como deveria. Assim, os EUA ficaram ainda mais pressionados pelo ataque belga. Ele também perdeu ótima chance no segundo tempo da prorrogação, quando os EUA haviam acabado de diminuir o placar.

Chave do jogo: Assim como na primeira fase, a Bélgica precisou do banco de reservas para mudar o jogo a seu favor. Se na Grupo H era Origi que substituía Lukaku e colocava fogo no jogo, o contrário ocorreu nesta terça. Lukaku entrou para a prorrogação e participou dos dois gols do triunfo e da vaga nas quartas, marcando o da vitória.

Toque dos técnicos: Wilmots, o técnico belga, soube como quebrar seu trauma pessoal de queda nas oitavas de final de Copa – foi ele que, em 2002, marcou sobre o Brasil, mas viu o árbitro anular. Quando viu que Mertens não produzia bem no ataque, o trocou por Mirallas. Este deu mais velocidade as jogadas pelas pontas da Bélgica. Como o 0 a 0 persistia, na prorrogação tirou Origi, dono de boa atuação mas que parou em Howard, e voltou a escalar Lukaku, seu antigo titular. Ele de u opasse para o primeiro gol e marcou o segundo.

Para lembrar:

No começo do 1° tempo, um homem invadiu o gramado da Fonte Nova com uma camisa do Super-Homem. Nela, mensagens misturando inglês e português. Se tratava do italiano Mario Ferri, que já invadiu jogos de Copa e de Mundial de Clubesanteriormente.

Antes do duelo entre Bélgica e EUA, a média de gols da Fonte Nova era de 5,25por partida. Com os três desta terça, a média caiu, para ainda ótimos 4,8.

Serão quatro seleções europeias e quatro das Américas nas quartas de final. A ausência de outro continente nesta fase não acontecia desde 1986, quando foram cinco europeias e três americanas.

 

 

Uol