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PJC

PJC investiga fraude de R$ 2 milhões

Marcia Jordan

17/04/2014 às 21:55

PJC investiga fraude de R$ 2 milhões

 A Polícia Civil investiga uma fraude de cerca de R$ 2 milhões praticada contra a operadora de telefonia móvel Claro. Cerca de 5 mil operações fraudulentas teriam ocorrido em todo o Brasil e 4 mil geradas de Mato Grosso, utilizando número de celulares ativos, sem o conhecimento do dono da linha, para efetuar ligações usando um chip virgem. As suspeitas recaem sobre funcionários e ex-funcionários terceirizados de lojas das empresas. A investigação apontou que era utilizando as senhas deles que ocorriam as operações fraudulentas. Por conta disso, 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta semana.

“As investigações continuam visando descobrir a real participação de cada um na fraude, bem como a rede de relacionamento dos mesmos. Vamos tentar descobrir quem eram as pessoas beneficiadas pela fraude, uma vez que grande parte das ligações era realizada para o exterior”, disse o delegado Fausto José Freitas da Silva.

A fraude consistia em transferir o número de um cliente ativo da Claro para um chip virgem,que estava em poder de uma terceira pessoa que passava a fazer ligações livremente, geralmente no período noturno e para o exterior. Pela manhã o procedimento era revertido e o celular do cliente voltava a funcionar normalmente. Muitos nem chegavam a reclamavam na operadora, pois a linha retornava a fazer ligações antes que o problema fosse detectado.

Em muitos casos, os valores decorrentes das ligações realizadas pelos terceiros nem eram repassados aos clientes, pois a claro identificava a fraude e assumia o prejuízo. Mesmo que houvesse reclamação do cliente, o valor era estornado das contas. A empresa acionou a Polícia Civil, após auditoria realizada no sistema identificar os logins utilizados para realizar os procedimentos fraudulentos.

As buscas foram realizadas nas casas de funcionários e ex-funcionários terceirizados contratados por 4 lojas, 3 em Cuiabá e 1 Várzea Grande. Eles são apontados pela empresa como os donos das senhas e logins, usados nos furtos do serviço de telefonia da operadora. Porém, após oitivas dos empregados, o delegado Fausto José Freitas da Silva descobriu que as senhas de acesso ao sistema da operadora eram compartilhadas e por conta disso outras pessoas diretamente contratadas pela empresa podem estar envolvidas.

Durante as buscas, os policiais apreenderam computadores, notebooks, celulares e chips, os quais serão encaminhados para a realização de perícia.

A Polícia Civil investiga se houve interceptação das senhas antes de chegar aos empregados, apontados como suspeitos de envolvimento no esquema furto de serviço de telefonia da Claro e desvio de chip’s virgens.

Uma vez identificados os verdadeiros envolvidos podem responder por furto e também estelionato.

Fonte Redação com Assessoria