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Sistema de Ciclo de Formação Humana terá professor articulador e avaliação no início do ano

Marcia Jordan

02/01/2016 às 10:23

Sistema de Ciclo de Formação Humana terá professor articulador e avaliação no início do ano

57b37f5b105ec71aecf5b10f40b5ec31Em 2016 o Sistema de Ciclo de Formação Humana terá um professor articulador atuando no laboratório de aprendizagem dando apoio ao aluno que apresentar defasagem de aprendizado, ou seja, dificuldade de acompanhamento nas disciplinas em sala de aula. Outro componente novo que será implantado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) é a avaliação externa que ocorrerá no início do ano letivo com os alunos dos 2º, 4º, 6º e 8º anos do Ensino Fundamental e 1º e 2º do Ensino Médio.

“Um profissional vai trabalhar com os alunos que apresentarem defasagem num plano de ação com o professor regente (da sala de aula) para poder assegurar a aquisição das capacidades que não foram adquiridas durante o período letivo corrente. O objetivo é fazer com que o aluno possa progredir, mas tendo capacidade adquirida”, frisou o secretário adjunto de Política Educacional da Seduc, Gilberto Fraga de Melo.

A avaliação externa deverá ser realizada na segunda semana de aula. “Então, se nós vamos fazer uma avaliação para o 6º ano, por exemplo, de fato nós avaliaremos o que o aluno deveria ter aprendido até o 5º ano. Se vamos fazer com o 1º ano do Ensino Médio é para verificar o que ele deveria ter aprendido até o 9º ano”, explicou Melo.

Os testes da avaliação externa serão conduzidos pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), reconhecida por ser uma instituição que elabora e desenvolve programas estaduais e municipais destinados a mensurar o rendimento de estudantes das escolas públicas. A Seduc firmou parceria para a ação.

“Teremos um diagnóstico real da proficiência no Estado de Mato Grosso. E a partir daí cada escola terá o seu resultado nos conjuntos escola e turma, mas na individualidade do aluno. E assim, cada unidade elaborará um plano de ação para suprir essas defasagens de aprendizagem. O laboratório com o professor articulador é uma delas”, disse o secretário adjunto.

O fato, segundo Melo, é que no instante em que forem identificados problemas de defasagem na aprendizagem, provavelmente, será identificada também a necessidade formativa dos professores. “Os nossos professores hoje estão com uma formação deficitária inicial e essa deficiência está impactando negativamente na aprendizagem na produção do ensino aprendizagem”.

Para corrigir esse problema, será necessário que a Seduc disponibilize cursos de aprimoramento para o profissional. No caso, o trabalho deverá ser feito em parceria com os Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapros).

“A política que nós estaremos adotando de formação continuada é na perspectiva do desenvolvimento profissional. Ou seja, o nosso profissional terá um programa arrojado de aperfeiçoamento da sua profissão de forma que ele se sinta mais seguro e possa trabalhar nessa composição desse binômio ensino-aprendizagem, garantindo ao aluno o direito a aprender”, revelou Gilberto.

A avaliação externa não tem como foco punir. Ela é vista pelos idealizadores como um direito do aluno no sentido de disponibilizar ferramentas que lhe garantam o aprendizado. Então, para que tenha o direito alcançado entende-se que é necessário diagnosticar qual é o ponto de proficiência em que esse aluno está e, a partir daí, garantir melhor formação para os professores e consequentemente para os alunos.

Reflexos e formação continuada

A maioria dos professores da rede estadual tem especialização, são mestres ou doutores. A crise, no entanto, está nas licenciaturas que, segundo o secretário adjunto, estão mais para bacharelado. “Portanto, os professores estão saindo com menos capacidade didática e metodológica para trabalhar. Eles conhecem muito bem sobre teoria da educação, as concepções da educação, são capazes até de trabalhar a educação comparada, mas quando se deparam com as dificuldades de aprendizagem dos nossos alunos eles têm dificuldade de garantir a superação”, frisou Melo.

Os formadores dos Cefapros serão responsáveis em oferecer a capacitação para que a transposição didática aconteça nas escolas. “É preciso que cada professor, com base numa matriz curricular transforme isso numa ação pedagógica. Com orientar um professor que tem conhecimento de Língua Portuguesa, que tem um livro didático, uma matriz curricular a ser trabalhada? Ele precisa se apropriar daquilo que o aluno já sabe, de sua língua materna e transforme isso em compreensão de gramática, de uma boa leitura e de uma boa escrita. Isso é fazer transposição didática”, explicou.

No início de dezembro, em Cuiabá, mais de 250 representantes dos Centros participaram do II Encontro Formativo para Professores dos Cefapros, para discutir a avaliação educacional e a gestão voltada para resultados, visando a implementação da formação continuada.

 

 

Fonte:acessoria