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Lista com ‘marcados para morrer’ circula pelas redes sociais; PM considera absurdo

Marcia Jordan

14/01/2016 às 09:56

Lista com ‘marcados para morrer’ circula pelas redes sociais; PM considera absurdo

giroflex-rogerio-florentino-pereira-olhar-direto(3)(1)Uma lista com nome e fotos de pessoas que estariam supostamente ‘marcadas para morrer’ está circulando pelas redes sociais. Segundo a mensagem que acompanha a foto, estas pessoas estariam na ‘lista negra’ de policiais militares e não deveriam ficar vivas até a chegada do carnaval deste ano. A PM considerou a lista um absurdo.

Ao todo, 33 nomes integram a lista (são 40 fotos, mas sete pessoas apareceram duas vezes). A reportagem  fez uma busca no site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e descobriu que um dos nomes citados (Max Suel Henrique Moura Borges) já faleceu. O rapaz, que era soldado do Exército, foi morto por um sargento da Polícia Militar durante uma perseguição a um carro roubado por ele.

O sargento disparou contra o carro em que Max Suel estava com outras pessoas e o atingiu na cabeça. Depois, descobriu-se que o veículo havia sido furtado na Rodovia Emanuel Pinheiro, saída para Chapada dos Guimarães. O fato aconteceu em janeiro de 2013. Outro nome que aparece na lista é o de M.P.M.. No site do TJ, ela apenas aparece como vítima na Lei Maria da Penha. No total, a lista de marcados para morrer, consta o nome de três mulheres.

O.de A.N. e O.P.da S., que também estariam marcados’, tem passagens criminais. O primeiro tem uma extensa ficha, com passagens por homicídio, roubo, Maria da Penha e ligação com uma organização criminosa especializada em ‘saidinhas de banco’.

O primeiro tem passagens por roubo e tráfico de drogas. Em 2014, ele foi preso junto com outra pessoa vendendo drogas no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá. No total foram encontrados com eles um embrulho com 20 porções de maconha, 12 trouxinhas de cocaína, uma sacola com 59 porções de maconha e R$ 460 em notas trocadas. Não foi confirmado se estes dois últimos estão vivos.

Para a Polícia Civil (PJC) é provável que esta lista não seja verdadeira, já que todo ano aparece algo do tipo. Por meio de assessoria de imprensa, a diretora de Inteligência da PC, delegada Alana Derlene Cardoso, irá monitorar as informações. Já, a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Anaíde Barros, informou desconhecer a ‘lista’.

O sub-chefe do Estado Maior, coronel da Polícia Militar, Paulo Serbija, considerou a lista um absurdo: “Desconheço esta lista, nunca vi nada do tipo. É algo que considero absurdo, pois não existe isso dentro da Polícia Militar. Não somos uma instituição criada para matar, não existe pena de morte no Brasil. A PM atua com a repressão dos crimes. Não temos por princípio traçar plano de execução de bandidos”.

A montagem está sendo espalhada nas redes sociais, junto com a seguinte mensagem: “Lista negra da execução da Polícia Militar. Ordem do comando: encontrar e matar antes do carnaval”. Vale lembrar que Cuiabá tem vivido uma onda de execuções que estão sendo atribuídas a um suposto ‘Grupo de Extermínio’. Armas de grosso calibre e pistola são empregadas nas execuções, que contam ainda com veículos com as mesmas características.

No final do ano passado, uma força-tarefa foi criada para tentar desvendar o mistério. Mais de 60 inquéritos estão sendo analisados e ainda não foram concluídos.

Nesta semana, menos de 30 dias após o pedido de demissão do então secretário Mauro Zaque (em 21 de dezembro de 2015), o comandante geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, também deixou o quadro da pasta da Segurança Pública. Ele pediu exoneração na tarde de terça-feira, 12.
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