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CPI

CPI na AL vai mirar só dois "caciques" do MP de Mato Grosso

Marcia Jordan

22/01/2016 às 10:33

CPI na AL vai mirar só dois "caciques" do MP de Mato Grosso

b624063a96607d59913d93a5b8d25214Líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), declarou que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do MPE (Ministério Público Estadual) vai concentrar sua investigação em atos de ordenação de despesas dos procuradores gerais de Justiça. A declaração foi dada na tarde desta quinta-feira (21), durante entrevista coletiva à imprensa na sede da Assembleia Legislativa.

Ou seja, os alvos serão as decisões do atual procurador Paulo Prado e também do ex-procurador Marcelo Ferra. “O Ministério Público Estadual é uma coisa e os membros são outras. O que estaremos investigando são atos de membros do Ministério Público que em determinado momento exerceram a gestão e atuaram como ordenadores de despesas”, disse.

A investigação que será presidida pelo deputado estadual Max Russi (PSB) e o deputado Leonardo Albuquerque (PDT) como relator tem o propósito de investigar indícios de irregularidades na compensação de cartas de crédito recebidas pelos promotores e procuradores de Justiça. Nas últimas semanas, o Ministério Público abriu diversos inquéritos civis para apurar ilegalidades na Assembleia Legislativa.

Os promotores de Justiça que compõem o Núcleo de Defesa do Patrimônio Público estão investigando suspeitas de fraudes em licitação para decoração natalina bem como servidores que exercem cargos comissionados e, ao mesmo tempo, exercem a função de sócios de empresas privadas. Além disso, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou em 2015 três operações para apurar esquemas de corrupção chefiados pelo ex-presidente do Legislativo, ex-deputado estadual José Riva (sem partido).

Questionado se observava as investigações do Ministério Público como retaliação a CPI aberta no Legislativo, o deputado Wilson Santos afirma que não avalia desta maneira e acredita que o trabalho de investigação vai engrandecer o MPE. “O papel dos promotores de Justiça em investigar o Legislativo é constitucional. Não acredito em retaliação. Tenho certeza que o Ministério Público não sairá arranhado. O que for identificado de irregularidade será discutido e aperfeiçoado”.

Desde que veio a público o pedido de abertura de CPI após uma denúncia do ex-secretário Éder Moraes, que está preso no Centro de Custódia de Cuiabá devido a “Operação Ararath”, , entidades de classe como o Conselho Nacional do Ministério Público manifestaram sua posição contrária as investigações. O deputado Wilson Santos diz que entidades como o CNMP e a OAB serão convocadas a participar da CPI. “Vamos agir com transparência total”.

 

 

 

 

Fonte Folhamax