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PC investiga negócio de terreno de R$ 13,5 milhões em Cuiabá

Marcia Jordan

16/02/2016 às 08:03

PC investiga negócio de terreno de R$ 13,5 milhões em Cuiabá

8aa41b0250221ca274e4e3cdb1e09d60Documentos relacionados as investigações da Operação Sodoma da Polícia Civil revelam que cheques de empresas que mantinham contratos com o Governo do Estado foram utilizados para o pagamento de parte de um terreno de 10,861 metros quadrados vendido pelo valor de R$ 13,5 milhões a empresa Matrix Sat Rastreamento de Veículos de propriedade dos arquitetos José da Costa Marques e Camila Di Grecco da Costa Marques. O terreno está localizado na Avenida Beira Rio, no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá.

De acordo com contrato de compra e venda assinado em 18 de junho de 2012, o terreno pertencia ao empresário André Maggi, filho do senador Blairo Maggi (PR), e outros empresários como Gustavo Bongiolo, Samuel Maggi Locks, Mário Pirondi e Carisma Investimentos e Participações. Esta empresa é de propriedade do presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Cuiabá, Paulo Nicodemos Gasparotto.

Em ofício a Polícia Civil em novembro do ano passado, o empresário Gustavo Michels Bongiolo informou que recebeu de sua parte R$ 1,448 milhão. Desta quantia, R$ 58.534 mil foi repassado no dia 28 de junho de 2012 via transferência eletrônica feito pelo empresário Samuel Maggi Locks.

Um dia depois, recebeu R$ 88,700 mil do ex-secretário de Estado de Administração, César Zilio. Em julho de 2013, Bongiolo recebeu um cheque de R$ 45 mil do comerciante Antelmo Zilio, pai do ex-secretário César Zilio e outro de R$ 4,540 mil em nome de Casa das Engrenagens Comércio e Distribuidora LTDA, de propriedade do empresário João Batista Rosa, responsável em apresentar a denúncia da existência de um esquema de venda de incentivos fiscais pelo governo do Estado mediante pagamento de propina.

Em depoimento a Polícia Civil, Rosa confessou ter pago R$ 2,5 milhões em propina ao ex-secretário Pedro Nadaf para ter suas empresas incluídas no Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial). No dia 08 de novembro de 2012, Gustavo informou ter recebido um depósito de R$ 165 mil, cujo emitente não pode ser identificado.

Em janeiro de 2013, houve um depósito de R$ 52,944 mil em sua conta, também não identificado, assim como um de R$ 100,002 mil em agosto. Em setembro, ele recebeu um depósito de R$ 39,999 mil também não identificado.
O último depósito recebido por Gustavo como pagamento de sua parte na área foi de uma empresa que presta serviços ao palácio Paiaguás na administração dos empréstimos para servidores públicos. Trata-se da Consignum Programa CGM Ltda, que depositou um cheque de R$ 106.710,11 no dia 26 de novembro de 2013. Ele explica que os demais valores recebidos foram quitados “mediante espécie em datas diversas”.

FILHO DE MAGGI

Já o empresário André Maggi também recebeu R$ 1,448 milhão pela venda do terreno. Desta quantia, recebeu R$ 97.500 mil de um cheque emitido pelo ex-secretário de Estado de Administração, César Zilio e outros sete cheques que somam R$ 217,300 mil depositados pela Consignum Programa CGM.

Ainda foram recebidos três cheques da empresa Casa da Engrenagem e Cia que totalizam R$ 14,490 mil; R$ 25 mil da empresa Dismafe Distribuidora de Máquinas e Ferramentas Ltda e R$ 10 mil da empresa Trimec Construções e Terraplanagem LTDA. No período de 1º de agosto a 8 de novembro de 2013 recebeu R$ 117.025 mil do comerciante Antelmo Zilio por meio de cheques depositados em contas bancárias.

André Maggi também explicou que o restante de sua parte no imóvel também foi recebido através de pagamentos em espécie.

 

 

 

Fonte Folhamax