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Base deve lançar duas candidaturas ao governo e Riva deve ir a disputa para ‘minar’ opos

Marcia Jordan

25/06/2014 às 11:02

Base deve lançar duas candidaturas ao governo e Riva deve ir a disputa para ‘minar’ opos

A base aliada do governo de Mato Grosso já está em vias de sacramentar lançamento de duas candidaturas ao Paiaguás. Fontes confirmam que uma delas seria definida entre PMDB e PT, que permaneceriam juntos no pleito garantindo palanque forte a Dilma Rousseff (PT) – com a confirmação do médico petista Lúdio Cabral ou do ex-juiz Julier Sebastião. Já a segunda candidatura seria encabeçada pelo PSD, que teria como postulante ao cargo de chefe do Executivo, o deputado Estadual José Riva (PSD), junto a outros partidos considerados atualmente de aposição. 

A estratégia da base aliada seria se dividir agora em duas candidaturas que, separadas, conseguiriam agregar partidos que até então marcham com o senador Pedro Taques (PDT) e que não viriam para o grupo situacionista por conta do palanque obrigatório para a presidente Dilma ou pelo papel de coadjuvante que teriam no bloco, ofuscados pelo peso das candidaturas já definidas para os partidos de maior representatividade, como o PR, por exemplo, que brigou e garantiu a vaga ao Senado. Os planos da situação é levar a disputa para um segundo turno e juntar as duas candidaturas para unir forças contra Taques.

Riva e Pagot oferecem a Jayme candidatura ao governo com Rui Prado de vice e ‘isolam’ Taques

Para se ter um ideia da articulação, Riva dever reunir cerca de 40 prefeitos em uma reunião marcada para hoje. A candidatura do parlamentar ao governo surge como a grande novidade deste pleito, uma vez que anteriormente afirmara repetidas vezes que iria se aposentar da vida pública. A aposentadoria de Riva também era atribuída à sua inelegibilidade, uma vez que pairava contra ele condenação pelo ato de improbidade e mais de 100 processos. O fato é que a defesa do deputado teria encontrado uma brecha que afastaria o fantasma da elegibilidade de vez por meio da tese de que ele não se enquadra em nenhum dos itens da Lei da Ficha Limpa.

A tentativa de lançar uma terceira via e com isso ‘minar’ a candidatura de Pedro Taques não é nova. Em maio,  Riva e o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot (PTB), ofereceram ao senador Jayme Campos (DEM) a chance de disputar o governo do Estado contra a situação liderada por PMDB-PT e o grupo oposicionista encabeçado por Pedro Taques (PDT).

À época, Jayme garantiu que sua permanência ao lado de Taques. A composição da terceira via naquela época seria encabeçada por Campos, tendo o líder ruralista e presidente da Famato Rui Prado (PSD) como vice e Serys Shlessarenko (PTB) disputando uma vaga para voltar ao Senado.

Na atual composição, porém , Riva seria o candidato ao governo, o PTB indicaria o vice, e um outro partido grande de oposição ficaria com a vaga ao Senado.

Fonte Olhar Direto