Mato Grosso, Segunda-Feira, 26 de Julho de 2021
Logo Só Informação
Informe Publicitário
JUÍZA

Juíza ouve testemunhas de José Riva

Marcia Jordan

22/02/2016 às 15:15

Juíza ouve testemunhas de José Riva

e53e269d948ca8c514d485b065ffa07bA juíza Selma Rosane Santos Arruda, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ouve nesta segunda-feira (22), testemunhas arroladas na ação penal contra o ex-deputado estadual José Riva (sem partido) e seus ex-chefes de gabinete Geraldo Lauro e Maria Helena Ribeiro Ayres Caramelo.

Os réus são investigados na Operações Metástase e Célula Mãe deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) para desmantelar um esquema de desvio de mais de R$ 2 milhões da Assembleia Legislativa, por meio de uso da verba de suprimentos.

Siga em tempo real

16h05 – A procuradora da Defensoria Pública, Daniele Biancarrdine foi arrolada para depor como testemunha de Maria Helena. Ela já exerceu a procuradoria da AL, de 2010 a 2014. Atividade extrajudicial. Atuou como coordenadora de relações institucionais. O motivo deste setor, é para as pessoas ter acesso a cidadania. Ela considera que o trabalho é relevante, mas é prestado pela Defensoria do Estado, o parlamento agregou em um único espaço este trabalho. Mas quando foi perguntado quem financiava os mutirões, ela não soube responder.

MP pergunta se ela conhece a verba de suprimento e a irregularidade no uso, ela não sabia que existiu a verba.

Juíza pergunta sobre os mutirões, ela pergunta se havia algum deputado que estava presente. “Não, isso existe desde 2005, o chefe da defensoria DIjalma Mendes quis sincronizar. A L cedia material de consumo e pessoal. Tínhamos um atendimento de 800 pessoas. Facilitou a vida das pessoas”, disse a procuradora, alertando que nunca faltou material de escritório, a AL sempre cedeu. “O espaço graças a Deus funcina até hoje”.

15h45 – O piloto Evandro Rodrigues de Abreu trabalhou com José Riva desde 2012 a 2014 é o próximo a depor. Ele é um dos pilotos que foi sequestrado no dia 20 de setembro de 2014, juntamente com o copiloto foram obrigados a irem para a Bolívia. Ao ser questionado pelo MP, ele alega que o avião está em poder do governo da Bolívia. Ele explica que existe um cartão que abastecia a nave. O cartão estaria em nome da fazenda ou de Janete Riva. Quando algum local aceitava o cartão, era cobrado através de nota. Ele afirma que jamais pegou dinheiro do ex-deputado para abastecer.

15h15 – Na oitiva desta segunda-feira (22) as testemunhas do ex-deputado José Riva serão ouvidos. O primeiro a depor é José Eurípedes Leão, proprietário do laboratório São Tomé.

Advogado George Andrade Alves pergunta se ele já atendeu pessoas do gabinete do Riva. Ele contou que pacientes vinham do interior e os preços dos exames eram menores, ainda relata que atende pessoas de casa de apoio, na maioria carente. “Atendia várias casas de apoio, inclusive a casa de apoio que o gabinete de José Riva auxiliava”, contou.

Ele diz que os pacientes pagavam e já saia com as notas dos serviços.

Com relação aos descontos, citou que com a Unimed também recebe valores abaixo, e tem vários outros parceiros ao quais ele também coloca preço abaixo da tabela real.

Promotor Marcos Bulhões pergunta sobre os pacientes que eram encaminhados do gabinete de José Riva, quem pagava a conta. “Os próprios pacientes, e o gabinete nunca pediu recibo”.

Promotor pergunta se as pessoas que ele atendia eram eleitores, o empresário respondeu que não sabe. Sobre a quantidade de pessoas atendida, eram entre 3 ou 4 por semana.

MP pergunta se o empresário conheceu a entidade bancada pelo ex-deputado, o dono do laboratório não soube informar.