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Apesar de fim de depoimentos, MPE quer manter Silval e ex-secretários na prisão

Marcia Jordan

27/02/2016 às 07:28

Apesar de fim de depoimentos, MPE quer manter Silval e ex-secretários na prisão

594e357763b752fb259c95505fe54d81Foi encerrada nesta sexta-feira a audiência de instrução e julgamento da operação Sodoma na qual são réus o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima, o Chico Lima, e a ex-funcionária da Fecomércio (Federação do Comércio) Katia Cintra e Silvio César Correa de Araújo, este último ex-chefe de Gabinete do ex-governador Silval Barbosa. Todos são suspeitos de integrar um esquema de recebimento de propina em troca de conceder incentivos fiscais a empresas privadas.

O último dia de audiência foi marcado pelo depoimento das testemunhas arroladas pelo juízo da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Por aproximadamente quatro horas, a juíza Selma Rosane Arruda interrogou juntamente com a promotora de justiça Ana Cristina Bardusco e os advogados de defesa dos réus o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Paulo Gasparoto, e o presidente em exercício da Fecomercio, Hermes Martins da Cunha.

Ao final, a promotora de justiça Ana Cristina Bardusco entregou pareceres contrários à revogação da prisão preventiva do ex-governador Silval Barbosa e do ex-secretário de Estado Marcel de Cursi. Em um rápido diálogo com os jornalistas após o encerramento da audiência de instrução, Bardusco alegou que o encerramento do mandato de Silval Barbosa não põe fim ao seu prestígio político e empresarial que ainda poderia influir no processo, mesmo com a instrução já encerrada.

O advogado Ulisses Rabaneda discorda da promotora Ana Bardusco citando, por exemplo, que o empresário João Batista Rosa declarou em juízo que jamais manteve contatos com o ex-governador Silval Barbosa e tampouco as testemunhas alegaram que o peemedebista tenha coagido alguma testemunha ou tentado prejudicar as investigações da Polícia Civil e a fase do andamento processual. “É uma avaliação totalmente contrária à realidade dos fatos.

Se eventualmente esse pedido for negado, tomaremos todas as medidas cabíveis para recorrer”, disse.
Agora, o processo entra em sua fase final, onde serão apresentadas as teses da defesa e da acusação. Após essa etapa, será encaminhado para a sentença a ser proferida pela juíza Selma Arruda.

A denúncia do Ministério Público aponta os crimes de concussão (praticado por funcionário público, em que este exige, para si ou para outrem, vantagem indevida), extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena pode ultrapassar 40 anos de prisão.

A denúncia criminal é resultado do desdobramento da operação Sodoma deflagrada pela Polícia Civil que revelou a “venda” de incentivos fiscais para empresas mediante pagamento de propina.

 

 

 

Fonte Folhamax