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Senador de MT vê "golpe" do PT em nomear Lula e quer prisão de ministro

Marcia Jordan

15/03/2016 às 19:33

Senador de MT vê "golpe" do PT em nomear Lula e quer prisão de ministro

a13ba04842987b058868efa0f40c5f8bO senador José Medeiros (PPS) criticou na tarde de hoje a possível nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro do Governo Dilma Roussef (PT). Ele afirmou que o ato significa uma “pseudo destituição” do mandato da presidente da República.

Segundo o senador, a ida de Lula para o ministério ofuscaria a presidente, uma vez que a figura do ex-presidente teria maior representatividade no cenário político nacional. “A nomeação do ex-presidente Lula, seria justamente isso, tirar o poder da presidente Dilma”, assinalou Medeiros, na tribuna do Senado.

Lula é cotado para assumir a Secretaria do Governo da presidente Dilma, que tem status de ministério. Na função, o ex-presidente teria a missão de articular junto ao Congresso o arquivamento do processo de impeachment da petista, bem como obter foro privilegiado e ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal nas denúncias da “Operação Lava Jato”.

Defensor da saída da presidente, Medeiros classifica como “auto golpe”, os superpoderes que serão dados a Lula. “Sou favorável a saída dela, mas dentro dos princípios legais, que é o impeachment. O PT fala tanto em golpe, mas está destituindo a presidente eleita de forma legítima pelo povo, pela razão mais espúria possível, que é para tirar o senhor Lula da cadeia”.

Porém, o mato-grossense acredita que o governo petista está próximo do fim. Para ele, a citação do ministro Aloísio Mercadante, da Educação, na delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT), praticamente inviabilizou a gestão de Dilma Roussef (PT).

Medeiros disse ser favorável ao pedido de prisão do ministro, que estaria tentando obstruir as investigações da operação Lava Jato. Ele comparou o caso a prisão do próprio Delcídio, preso em novembro do ano passado após ser flagrado oferecendo dinheiro para que o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, não fizesse acordo de delação premiada. “O Senado foi favorável a prisão do Delcídio. Então, pau que dá em Delcídio, tem que dar em Aloísio”, assinalou.

Além disso, colocou que as denúncias da “Operação Lava Jato” chegaram ao Palácio do Planalto, uma vez que Mercadante é um dos homens de confiança da presidente, tendo, inclusive, ocupado o Ministério da Casa Civil. “Mercadante acabou de enterrar do governo Dilma Rousseff . O impeachment é questão de dias”, assegurou.

DELAÇÃO

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) afirmou em sua delação premiada que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tentou barrar a colaboração do parlamentar junto à Procuradoria Geral da República (PGR), inclusive com uma suposta ajuda financeira e com gestões junto aos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. As acusações fazem parte do termo de colaboração número cinco da delação, homologada nesta terça-feira pelo ministro do STF Teori Zavascki e tornada pública a partir dessa homologação.

 

 

 

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