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EMPRESÁRIO

Empresário revela extorsão nas gestões Maggi e Silval e tem prisão revogada por juíza

Marcia Jordan

16/03/2016 às 10:28

Empresário revela extorsão nas gestões Maggi e Silval e tem prisão revogada por juíza

654fed00a956aa26ad79aa7597dec67bEm sua primeira decisão após retornar de férias, a juíza titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda, revogou nesta terça-feira a prisão preventiva do empresário Willians Paulo Mischur, dono da empresa Consignum. Ele estava detido desde a última sexta-feira, quando foi deflagrada a 2ª fase da “Operação Sodoma” pela Delegacia Fazendária.

Willians conseguiu a liberdade após prestar esclarecimentos importantes ao Ministério Público Estadual. Mesmo sem assinar acordo de delação premiada, ele fez revelações bombásticas para desvendar esquemas de corrupção nas gestões dos ex-governadores Blairo Maggi (PR), atual senador, e Silval Barbosa (PMDB), que está preso no centro de custódia de Cuiabá por causa apenas da “Operação Seven”.

Mischur seguiu a linha de depoimento do empresário João Batista Rosa, da empresas Tractor Parts, e do arquiteto José Costa Marques, que atuaram como colaboradores na 1ª e 2ª fase da “Operação Sodoma”. Os depoimentos deles foram importantes para as prisões dos ex-secretários César Zílio, Pedro Nadaf, Marcel de Cursi e também do ex-governador Silval Barbosa.

Diante da colaboração, o próprio Ministério Público, por meio da promotora Ana Cristina Bardusco, opinou favoravelmente a soltura do empresário. Ele deixou a cadeia pública do Carumbé na noite de ontem.

O empresário contou ao Ministério Público que foi extorquido desde o ano de 2008, quando firmou o primeiro contrato com o Governo do Estado para atuar na gestão de margens consignadas na folha de pagamento dos servidores públicos. Segundo ele, para assinar ou renovar contratos nas gestões passadas era obrigado a pagar propina.

Ele explicou aos promotores que, antes de firmar os contratos, emitia cheques aos agentes públicos como “garantia” de que os acordos seriam honrados. Ele garantiu que todas licitações vencidas foram graças a capacidade de sua empresa.

Em relação ao acordo firmado com o ex-secretário César Zìlio, Mischur disse que no final do ano passado aceitou assinar o contrato retroativo para dar “suposta legalidade” a compra de um terreno por R$ 13 milhões na avenida Beira Rio porque foi ameaçado de que a responsabilidade sobre as irregularidades seriam imputadas a si. Temendo que poderia ser preso, ele se viu pressionado a seguir as orientações do ex-secretário para que assumisse ser o dono da área de 10 mil metros quadrados na avenida Beira Rio, em Cuiabá.

NOVAS FASES

O depoimento do proprietário da Consignum ao MPE e Delegacia Fazendária deve desencadear uma nova fase da “Operação Sodoma”. Isso porque o empresário forneceu nomes de outras “personalidades” que atuaram nas gestões passadas e teriam participado do esquema de corrupção.

Além dele, João Rosa e José Costa Marques, existem outros três colaboradores que estão passando informações reveladoras sobre os desvios de recursos no Palácio Paiaguás. Sobre o R$ 1 milhão apreendidos em seu apartamento em espécie, o empresário deve entregar ainda hoje documentos comprovando a origem.

 

 

 

Fonte Folhamax