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Defaz deve pedir ressarcimento após inquérito da Sodoma 2; bloqueio pode superar R$ 13 milhões

Marcia Jordan

16/03/2016 às 14:03

Defaz deve pedir ressarcimento após inquérito da Sodoma 2; bloqueio pode superar R$ 13 milhões

_RFP7972(1)Ao final do inquérito da Operação Sodoma 2, a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) pedirá o ressarcimento dos valores desviados dos cofres públicos. O cálculo dos valores a serem ressarcidos dependerá do avanço das investigações, e pode ultrapassar os R$ 13 milhões  já detectados pela Polícia Civil.

Na fase 2 da Operação Sodoma, deflagrada na última sexta-feira (11), foi descoberta a lavagem de R$ 13 milhões na aquisição de um terreno na Avenida Beira Rio, que teria sido quitado com cheques provenientes de propina. ​A compra teria sido feita pelo ex-secretário de Administração César Zilio, que teria usado o pai falecido e um arquiteto como “laranjas” na transação.

O delegado Lindomar Tofoli, responsável pelo inquérito, explicou  que o ressarcimento é um processo complexo, pois envolve rastreamento de contas e bens pertencentes aos acusados para efetivação dos bloqueios.

Com a análise das provas obtidas e depoimentos, a Defaz já detecta indícios de que mais valores teriam sido lavados pela quadrilha, em outras transações. Além disso, o delegado tem tomado depoimento de novas testemunhas, além daquelas que foram alvo de mandados, e que podem levar à descoberta de novos atos criminosos.

Continuam presos César Zilio, e outros dois ex-secretários de Estado, Pedro Nadaf (Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda). O empresário Willians Paulo Mischur, dono da Consignum, e a ex-assessora da Fecomércio Karla Cecília de Oliveira Cintra tiveram a prisão temporária revogada após prestarem depoimento. Eles teriam colaborado com as investigações.

Sodoma 1

A 1ª fase da Operação Sodoma foi deflagrada pela Defaz em setembro de 2015, e levou à prisão o ex-governador Silval Barbosa, e os ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, acusados de cobrar propina do empresário João Batista Rosa para fraudar o programa de incentivos fiscais.

Na ocasião, a Polícia Civil anunciou que o sucessor de Nadaf na extinta Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), o ex-secretário Alan Zanatta, também era investigado e poderia ser alvo da segunda fase da Operação Sodoma.

“Porém, surgiram outros fatos que tivemos que investigar, envolvendo o César Zilio, e a segunda fase da Sodoma acabou tendo um foco diferente do que planejamos a princípio. Saiu do incentivo fiscal e foi para a propina usada na compra do terreno”, explicou Lindomar Tofoli.

 

 

Fonte:olhar direto