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Sete deputados trocam de partidos em MT; Taques ganha maioria

Marcia Jordan

18/03/2016 às 10:12

Sete deputados trocam de partidos em MT; Taques ganha maioria

dbb86188a40a938b1c1fe0288d3b7ff4Deputados estaduais mato-grossenses não perderam tempo. Dos 24 que compõem a legislatura, sete aproveitaram a janela que permitia parlamentares mudarem de partido e embarcaram em novas siglas.

A migração, que é o novo rótulo de adesão, foi verdadeira aluvião feita por Baiano Filho, Leonardo Albuquerque, Janaína Riva, Mauro Savi, Nininho Bortolini, Sebastião Rezende e Wagner Ramos. O vaivém mexeu com a composição das bancadas.

O Partido da República que tinha cinco deputados cai para um. O Partido Verde continua com dois, o Democratas com um e o Solidariedade também com um. Os tucanos sobem de três para quatro. O PSD salta de quatro para cinco. O PSB e o PMDB pulam de três para quatro. O PDT cai de dois para um. E o PHS que não tinha cadeira conquista uma.

A mexida na composição das bancadas leva as digitais de Baiano Filho, do PMDB para o PSDB; de Leonardo Albuquerque, do PDT para o PSD; de Janaína Riva, do PDS para o PMDB; de Mauro Savi, do PR para o PSB; de Nininho Bortolini, do PR para o PSD; de Wagner Ramos, do PR para o PMDB; e de Sebastião Rezende, do PR para o PHC.

Baiano Filho tem tradição governista e foi secretário de Esportes em parte do duplo governo de Blairo Maggi (2003/2010) e se deixou levar para o PSDB do governador Pedro Taques, mesmo sabendo que em sua cidade, Sinop, enfrentará problemas internos no partido com o grupo do deputado federal Nilson Leitão, seu tradicional adversário.

Leonardo Albuquerque e Nininho passaram a integrar o grupo do vice-governador Carlos Fávaro, que preside o PSD regionalmente. Nininho é de Rondonópolis, onde mora Gilmar Fabris (PSD) e os dois passarão a disputar o mesmo espaço naquela cidade.

Leonardo é recém-chegado a Assembleia e tem base eleitoral em Cáceres e região.
Janaína Riva aparentemente perdeu espaço no PSD, fundado e liderado até 2014 por seu pai, o ex-deputado estadual José Riva, que se encontra preso. Fávaro segura as rédeas do partido e ela discretamente foi convidada a pegar o boné. O deputado federal e presidente do PMDB, Carlos Bezerra, encontrou nela a figura talhada para engrossar sua legenda nas urnas e a apadrinhou.

Mauro Savi chegou à Assembleia em 2003 pelo PSB, mas se alinhou a Blairo e com sua bênção se filiou ao PR. Agora, volta ao partido que o projetou e o faz na certeza que agrada Taques, porque o PSB é um de seus principais aliados.

Sebastião Rezende se elegeu pela primeira vez em 2002 pelo PTB, mas correu para o lado de Blairo. Agora, vai para o PHS, que tem sua essência ligada à comunidade evangélica à qual pertence.

Analistas acreditam que Wagner Ramos deu um tiro no pé. O deputado é de Tangará da Serra, onde o prefeito peemedebista Fábio Junqueira é seu ferrenho adversário e crítico. Garimpará votos num ambiente que nem de longe parece de companheirismo partidário.

 

 

 

Fonte Folhamax