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Três entidades de MT pedem saída imediata de Dilma

Marcia Jordan

18/03/2016 às 10:26

Três entidades de MT pedem saída imediata de Dilma

90b52e15e9cf96aacd30183c0fcd2d7dPrincipais entidades do setor do agronegócio em Mato Grosso, a FAMATO (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso) e a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso) reivindicam o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT).

Em nota encaminhada a imprensa, a Aprosoja classificou a nomeação de nomeação do ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva para a Casa Civil como um ato de desrespeito à soberania nacional brasileira e defendeu mudanças no rumo político do Brasil. “Como representante legítima dos produtores de soja e milho de Mato Grosso, um segmento da sociedade que produz, gera empregos, cria oportunidades e contribui para os indicadores da economia nacional, tornamos pública a necessidade urgente de imediata substituição do Governo Federal”, disse.

A Aprosoja ainda saiu em defesa dos poderes constituídos de Mato Grosso como Judiciário e Legislativo capazes de conduzir o processo de impeachment e garantir as condições necessárias para a construção de um novo governo no país.

E também citou que se articula para discutir formas de manifestação e participação cívica em defesa de mudanças na política do Brasil, o que será discutido em reunião na segunda-feira (21), às 16h, na sede do Senar (Sistema Nacional de Aprendizagem Rural).

O presidente da FAMATO, Rui Prado, está mobilizando representantes de diversos setores da economia de Mato Grosso, deputados estaduais e membros da Bancada Federal do Estado para realizar um ato em favor ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A ação, prevista para a próxima segunda-feira (21/03), às 16 horas, na sede do Sistema Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), já tem a adesão das principais entidades representativas do agronegócio do Estado, além da Federação de Trabalhadores da Agricultura e Pecuária (Fetagri) e de produtores rurais de todas as regiões. O ato deverá contar com a presença de deputados estaduais e representantes da bancada federal de Mato Grosso e a presença de 89 representantes de sindicatos rurais.

A Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT) emitiu um comunicado à nação exigindo mudanças na condução política do Brasil e repudiando a nomeação do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil.

“A instituição considera inadmissível a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil e classifica tal ato como um golpe contra a nação brasileira. Consideramos a corrupção uma doença que corrói a dignidade humana. Somos contra qualquer ato que sobreponha os interesses maiores da nação.

O setor empresarial, como grande gerador de riquezas e empregos em todo o país, se coloca perplexo e contrário à nomeação do ex-presidente, já que este se mantém suspeito e investigado por atos de ilegalidade e corrupção, e a FIEMT se posiciona a favor do impeachment da Presidente da República, Dilma Rousseff”, diz um dos trechos.

Confira a íntegra das notas da Aprosoja e FIEMT:
Após os fatos políticos ocorridos ontem (16), reivindicamos a restauração do Estado de Direito no País. A nomeação de Luis Inácio Lula da Silva para a Casa Civil é um desrespeito à soberania nacional brasileira. Como representante legítima dos produtores de soja e milho de Mato Grosso, um segmento da sociedade que produz, gera empregos, cria oportunidades e contribui para os indicadores da economia nacional, tornamos pública a necessidade urgente de imediata substituição do Governo Federal.
Para isso, ressaltamos a importância fundamental dos Poderes Judiciário e Legislativo, instâncias capazes de colocar em prática o processo de impeachment e de garantir as condições necessárias para a construção de um novo governo no País. E é preciso que isso seja feito de forma rápida, e dentro da legalidade, pois hoje não existe qualquer sinal de governabilidade no Brasil.
Conclamamos também todos representantes do setor produtivo para que participem de reunião de mobilização na sede do Senar-MT nesta segunda-feira (21), às 16h, para discutir as formas de manifestação e participação cívica. A participação de todos os brasileiros que, como nós, desejam que a ordem nacional seja restabelecida é importante para atravessarmos este momento crítico com serenidade e respeito aos direitos civis e individuais.
Aprosoja
Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso
A Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT) manifesta sua total indignação à atual situação política do Brasil, que coloca toda a sociedade à mercê da imoralidade, falta de ética e impunidade. A instituição considera inadmissível a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil e classifica tal ato como um golpe contra a nação brasileira.
Consideramos a corrupção uma doença que corrói a dignidade humana. Somos contra qualquer ato que sobreponha os interesses maiores da nação. O setor empresarial, como grande gerador de riquezas e empregos em todo o país, se coloca perplexo e contrário à nomeação do ex-presidente, já que este se mantém suspeito e investigado por atos de ilegalidade e corrupção, e a FIEMT se posiciona a favor do impeachment da Presidente da República, Dilma Rousseff.

Não há um Estado Democrático de Direito que sobreviva sem moralidade no trato dos assuntos públicos e sob péssimas práticas administrativas. O setor empresarial rechaça toda e qualquer decisão – como a que se coloca em questão – que vá contra os princípios morais e éticos. Nomear um investigado para um cargo público de alto escalão é, no mínimo, um desrespeito à democracia e uma ação catastrófica a empresas e trabalhadores.
Jandir José Milan
Presidente do Sistema FIEMT

 

 

 

Fonte Folhamax