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Próxima Reitoria da UFMT será escolhida em segundo turno no dia 12 de abril

Marcia Jordan

18/03/2016 às 10:40

Próxima Reitoria da UFMT será escolhida em segundo turno no dia 12 de abril

Myrian-Serra-reitora-da-UFMT-e-Paulo-TeixeiraConfirmando as projeções preliminares, a escolha do futuro reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) será definida em segundo turno, no próximo dia 12 de abril. E o segundo turno será entre a professora Myrian Serra, da Chapa UFMT: Diálogo e Ação, contra o professora Paulo Teixeira Júnior, da Chapa UFMT +50. Ambos são ligados à atual reitora Maria Lúcia Cavalli Neder e fazem parte da gestão que se finda, grupo que comanda a instituição há 16 anos.

Idealizador da Fundação de Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) ao lado de Cloves Vettorato e outros, fortemente apoiado pelo agronegócio, o professor João Carlos Souza Maia, da Chapa Inova UFMT, ficou a menos de 1% de chegar para a disputa do segundo turno. Ele obteve 25,60% dos votos válidos, contra 26,24% de Teixeira Júnior.
Já o professor Sérgio Roberto de Paula, da chapa Universidade Proativa, atingiu 11,90% do total de votos.

A Comissão de Consulta iniciou a contagem dos votos na noite de quarta-feira e trabalhou até às 3 horas da madrugada de quinta-feira (17). Depois, retomou as atividades no período da tarde, após receber os envelopes com os resultados enviados pelos campus do interior (Sinop, Rondonópolis e Araguaia) e dos pólos regionais – Nova Xavantina, Primavera do Leste, Barra do Bugres e Jauru.

É a última eleição da UFMT em que o Campus de Rondonópolis participa da escolha. No segundo semestre, deve ser instalada a Universidade do Cerrado, criada no ano passado, com sede em Rondonópolis, com perspectiva de ampliar campus no Vale do Araguaia e Nortão de Mato Grosso.

O presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-Ssind), Reginaldo Araújo, entende que o segundo turno será uma oportunidade para tentar aprofundar o debate com os candidatos, o que não foi possível no primeiro período da campanha.

“Nós teremos agora o espaço que pleiteamos antes do primeiro turno para tentar entender melhor algumas propostas dos candidatos, sobre temas essenciais para os docentes, como a qualidade de ensino e defesa intransigente da universidade pública e gratuita”, afirmou Reginaldo Araújo.

“O importante neste processo é a consolidação da democracia na condução da escolha do reitor ou reitora da UFMT. Uma universidade inclusiva e participativa começa na escolha de seus gestores. A condução de toda a eleição foi feita pelo sindicato dos técnicos, da associação dos docentes e dos estudantes, garantindo total lisura e respeito à vontade da comunidade acadêmica”, pontuou a coordenadora geral do Sintuf, Leia de Souza Oliveira.

No cumprimento do calendário eleitoral, o prazo para recorrer do resultado final é de 48h, contadas a partir do dia e horário de divulgação. Desde a homologação do resultado oficial, na noite desta quinta-feira (17), a assessoria jurídica da chapa Inova UFMT, liderada por João Carlos Maia, buscava provas de indícios de irregularidades, que pudessem impugnar o pleito.

 

 

 

Fonte OlharDireto