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REDUÇÃO

Redução no consumo de carne bovina impacta no preço ao produtor em Mato Grosso

Marcia Jordan

21/03/2016 às 14:45

Redução no consumo de carne bovina impacta no preço ao produtor em Mato Grosso

gado-8-foto-assessoria-acrimat(1)O preço da arroba do boi gordo entre os dias 11 e 18 de março em Mato Grosso chegou a apresentar queda de 2,89% em algumas praças, como é o caso de Cuiabá, que retraiu de R$ 138 para R$ 134. O desempenho, conforme especialistas, é decorrente ao “fraco” consumo na ponta, ou seja, do consumidor final diante a situação econômica do país. No primeiro bimestre de 2016 foram abatidas no estado 810,11 mil cabeças de gado contra 816,48 mil no período em 2015.

A redução do número de abates tem influência não apenas do consumo retraído, mas também a falta de animais terminados. A arroba do boi gorda em março está cotada em média a R$ 128,55, um pouco abaixo dos R$ 128,89.

Em recente análise da bovinocultura de corte em Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revelou a “retração” do valor pago aos produtores e sinalizou que poderia “ser reflexo da dificuldade do escoamento da carne bovina no atacado e no varejo, com isso, as plantas frigoríficas diminuíram o preço pago pela arroba do boi”.

Em seu boletim semanal da bovinocultura, divulgado no último dia 14 de março, o Imea revelou que de acordo com dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), em fevereiro o estado abateu 16,04 mil animais a menos que em janeiro, “com redução principalmente no número de machos”. A diminuição nos abates entre fevereiro e janeiro decorreu em parte ao menor número de dias correntes, visto o feriado de Carnaval e por ser um mês com menos dias.

“Temos um consumo fraco na ponta (consumidor) que passa para os supermercados/açougues, que são o varejo, e que vão demandar menos para o frigorífico e consequentemente ao produtor. Além disso, temos uma restrição no mercado de bovinos para o abate. Então, o frigorífico está em uma situação complicada, pois ele não tem consumo no varejo e ao mesmo tempo ele não tem uma oferta muito grande de animais. Ele (frigorífico) tem que ficar nessa queda de braço tentando apertar um pouco o produtor e tentando vender um pouco mais”, pontua o gerente de projetos da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Fábio da Silva.

 

 

Fonte:olhar direto