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Presidente da AL é citado em lista da Odebrecht por ter recebido R$ 500 mil

Marcia Jordan

23/03/2016 às 15:35

Presidente da AL é citado em lista da Odebrecht por ter recebido R$ 500 mil

Maluf teria recebido valores nas campanhas a prefeito, em 2012, e Assembleia, em 2014

1208453bb6a11bc85797594c030de06fUma planilha apreendida pela Polícia Federal na 23ª fase da Operação Lava Jato batizada de “Acarajé” revela que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), recebeu supostamente dinheiro da Odebrecht para as campanhas eleitorais de 2012 e 2014. Conforme consta em planilha, Maluf recebeu R$ 150 mil quando concorreu a prefeito de Cuiabá nas eleições de 2012 e ficou em terceiro lugar na disputa ao Palácio Alencastro.

E outra quantia de R$ 350 mil em 2014 quando concorreu a reeleição de deputado estadual e obteve 24.642 votos. Em outro documento há uma anotação que cita o ex-senador Antero Paes de Barros, que foi candidato ao Senado nas eleições de 2010 pelo PSDB e não obteve êxito nas urnas. Antero recebeu R$ 80 mil da empreiteira.

No mesmo documento apreendido que consta em um arquivo são citados junto com Antero Paes o atual senador pelo Pará, Jader Barbalho (PMDB), o deputado federal pelo Mato Grosso do Sul, Vander Loubet (PT), e outros. As planilhas que contém nomes de diversos políticos foram divulgadas nesta quarta-feira (23) pelo blog do jornalista Fernando Rodrigues, vinculado ao portal de notícias Uol.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato. As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros. Em nota encaminhada à imprensa, o deputado Guilherme Maluf negou que tenha recebido dinheiro da Odebrecht para as campanhas eleitorais de 2012 e 2014.

Ainda afirmou que em ambas as campanhas as contas foram devidamente aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O parlamentar ainda informou que tomará as medidas judiciais cabíveis por conta do envolvimento de seu nome na divulgação da lista.

 

 

 

Fonte Folhamax