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MULHERES

Mulheres no poder, MT tem um dos piores índices do país

Marcia Jordan

23/06/2014 às 07:51

Mulheres no poder, MT tem um dos piores índices do país

Mesmo representando mais da metade da população brasileira e 45% da atual força de trabalho, as mulheres ainda são minoria na política. Mato Grosso está entre os 10 estados com o menor índice de mulheres ocupando cargos elegíveis. 

Embora a presidência da República seja ocupada por uma mulher, a presidente Dilma Rousseff (PT), no Legislativo elas quase não são vistas. 

Atualmente representam apenas 9% na Câmara Federal. No Senado, a porcentagem sobe um pouco, chegando aos 13%. Já entre os representantes mato-grossenses no Congresso, não há nenhuma mulher. 

Os mesmo 13% são a média de mulheres ocupando cargo nas Assembleias Legislativas, o que, no entanto, também não se aplica a Mato Grosso. Aqui, apenas duas deputadas compõem a bancada feminina e representam 8% das 24 cadeiras disponíveis no Parlamento estadual. 

O Estado líder em presença feminina na Assembleia Legislativa é o Amapá, com 29% de representação. Mato Grosso é o 20º colocado e tem apenas 3% a mais de mulheres em seu Parlamento do que o último na lista, Goiás (5%). 

Os dados são da Inter-Parliamentary Union (IPU), que compara a participação das mulheres no Poder Legislativo, e foram divulgados pelo Portal Transparência Brasil. 

Em comparação a outros países do mundo, segundo o levantamento, o Brasil tem uma das piores colocações no ranking: ocupa a 126ª posição entre os 145 países consultados. 

As dificuldades enfrentadas pelas mulheres para se eleger têm início já na hora de arrecadar recursos para as campanhas eleitorais. O estudo revela que as candidatas arrecadam em média 68% a menos do que os candidatos. 

Os dados da eleição de 2010 demonstram também que, para eleger uma mulher ao cargo de deputada federal, por exemplo, foi preciso uma arrecadação 18 vezes maior do que nos casos dos homens. 

Enquanto a arrecadação deles ficou em uma média de R$ 57.290, as mulheres precisaram de mais de R$ 1 milhão para serem eleitas. Com isso, apenas 45 das 1.335 mulheres que disputaram uma vaga na Câmara Federal foram bem-sucedidas. 

Pela legislação eleitoral em vigor, pelo menos 30% das candidaturas de cada coligação precisa ser de mulheres. Em 2010, todavia, apenas 13 unidades da federação registraram mais de 25% de candidatas mulheres em relação ao total de postulantes ao cargo de deputado estadual. No caso das candidaturas a deputado federal, apenas 11 estados tiveram mais de um quarto de mulheres na disputa. 

Outro problema vivido neste contexto é que boa parte das candidaturas femininas são lançadas apenas para cumprir a meta imposta pela legislação. 

SENADO – Como o pleito para o Senado não é proporcional, não se aplica a ele a obrigatoriedade de um mínimo de candidaturas femininas. Com isso, em apenas cinco estados brasileiros as mulheres representaram mais de 25% dos postulantes ao cargo de senador. 

Fonte DC