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ARARATH

Ararath ainda tem 21 investigações em MT

Marcia Jordan

06/04/2016 às 10:48

Ararath ainda tem 21 investigações em MT

8e70699c311a8cf3232e8dda16017c4bMesmo que não haja a prorrogação do prazo para a força-tarefa da Operação Ararath, as investigações serão mantidas pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF). Contudo, sem a dilação do prazo para manutenção da mobilização, as investigações sofrerão um “corte de pessoal”.

A Procuradoria Geral da República deverá se manifestar nesta quarta-feira (6), por meio de publicação no Diário Oficial da União, se irá estender ou não a força-tarefa. A informação é da assessoria de imprensa do MPF.

O prazo de prorrogação da força-tarefa se esgotou na segunda-feira (4). Criada em 2014, após aprovação do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), ela já foi prorrogada sete vezes.

Para que o fim dos trabalhos sejam postergados mais uma vez, é necessário que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, assine uma nova portaria. Contudo, ainda longe do fim das conclusões – após a deflagração de 10 fases que renderam 12 processos em andamento, 22 pessoas figurando como reús e o pedido de devolução de R$ 240.725.899,31, aos cofres públicos – a investigação continuará, uma vez que há em curso no Ministério Público

Federal 21 processos investigatórios em andamento.

A Operação Ararath desvendou um intrincado esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, por meio de bancos piratas em Mato Grosso, que contava com o ex-secretário Eder Moraes como operador do sistema. O dinheiro desviado do Estado, por meio de triangulação com empresas prestadoras de serviço, servia, entre outros fins, para financiar campanhas políticas.

O rombo seria de R$ 500 milhões, conforme o apurado pela Polícia Federal. Atualmente a forçatarefa da Ararath é composta pelo procurador regional da República Gustavo Pessanha Veloso, da Procuradoria da República da 1ª Região (PRR1), e os procuradores da República Rodrigo Leite Prado, Ronaldo Pinheiro Queiroz, Vanessa Zago Ribeiro Scarmagnani e Denise Müller Slhes-sarenko.

Todavia, se o prazo não for adiado, apenas um procurador deverá se responsabilizar pelo caso. O ex-secretário Eder Moraes foi condenado a 69 anos e 3 meses de prisão e ainda teve R$ 16 milhões bloqueados pela Justiça.
Foi a primeira sentença de uma ação penal originária da Operação Ararath. Moraes hoje cumpre prisão no Centro de Custódia da Capital (CCC).

 

 

 

Fonte Folhamax