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Sete parlamentares de MT votam pelo impeachment; 4 são contra

Marcia Jordan

13/04/2016 às 07:51

Sete parlamentares de MT votam pelo impeachment; 4 são contra

2941e48843347b444647389736e0667dEsta semana é considerada decisiva para o governo Dilma Rousseff (PT), uma vez que no próximo domingo (17), a partir das 14 horas (horário de Brasília), a Câmara Federal aprecia em plenário o processo de afastamento da presidente da República. Em votação preliminar, dos 65 deputados que compunham a Comissão Especial do Impeachment, 38 votaram favoráveis à admissibilidade do pedido e 27 votaram contrários.

O governo trabalha agora em busca da recomposição da base aliada, tendo em vista que 300 deputados já se manifestaram a favor do processo de afastamento, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo. Pelo Estado de Mato Grosso, dos oito deputados federias, cinco votam a favor do afastamento e três já se posicionaram contra.

Entre eles está o deputado Valtenir Pereira (PMDB), que fez parte da Comissão Especial do Impeachment. De acordo com o parlamentar, o processo não tem o embasamento jurídico necessário para configurar o crime de responsabilidade.

O parlamentar explicou que é visível a realização de uma eleição indireta dentro da Câmara dos Deputados e há grandes possibilidades de não ocorrer o impeachment. “A conversa agora é individual, está ocorrendo uma eleição lá dentro, uma disputa velada para escolher o próximo presidente. Mas as chances de não tirarem a Dilma de lá são grandes, tendo em vista o grande número de indecisos. É tudo questão de organização”.

O deputado federal Ságuas Moraes (PT), afirmou que não há elementos novos que levem ao afastamento já que para acontecer o impeachment é preciso haver crime de responsabilidade fiscal. “Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe. Não há base jurídica nenhuma para isso. A extrema direita é que está por traz disso. Esperamos que a população brasileira esteja atenta a tudo isso”.

O petista explicou que o governo já vem conversando com a base para que a oposição não alcance os 342 votos necessários para que o processo seja aprovado. “O governo tem dialogado com a base e com a saída do PMDB, abre possibilidade de ampliar o espaço e a participação de partidos como PP, o PR e o PSD, que são da base. E com essa conversa a oposição não chegará aos 342 votos que eles precisam”.

Além de Valtenir e Ságuas, também é contrário ao impeachment o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB). Já o deputado Nilson Leitão (MT), vice-líder do PSDB na Câmara e também um dos integrantes da Comissão Especial do Impeachment, votou a favor do processo. “O movimento está crescendo.

O povo está nas ruas cobrando. Hoje nós podemos comemorar uma vitória na comissão contra a máquina do governo. Contra o ex-presidente Lula dentro de um hotel comprando votos. No dia 17 vamos para o plenário tirar o PT e o Brasil dessa crise que está vivendo”, disse o tucano.

Outros dois deputados votam a favor do afastamento da presidente Dilma e apostam em um parecer favorável por parte dos colegas; São eles Adilton Sachetti e Fábio Garcia, ambos do PSB. “Eu espero que o impeachment aconteça, meu posicionamento é favorável e eu já estou trabalhando junto aos colegas para buscar os votos necessários para o processo.

Tudo está acontecendo dentro dos trâmites legais e vamos trazer uma nova esperança para a sociedade, tenho quase certeza que isso vai passar pela Câmara”, disse Sachetti.

“Este governo é o principal responsável por colocar o país nesta situação, até porque são 13 anos governando o Brasil e nesse tempo tiveram erros e acertos, e o resultado é o que estamos vendo agora, a volta da inflação, aumento dos principais insumos da vida do cidadão, aumento da energia elétrica, do combustível, mais de 10 milhões de pessoas desempregadas”, disse Fábio Garcia.

SENADO

No Senado, dois parlamentares mato-grossenses já se manifestaram a favor da saída da presidente Dilma. O empresário Blairo Maggi (PR) afirma que o impeachment é necessário para que haja uma mudança econômica no Brasil. “Não há golpe, o que vem pela frente, tirando ou permanecendo a presidente será difícil. Economicamente o Brasil perdeu muito, é impossível recuperar o que foi perdido nesses dois anos e para isso é preciso mudar”.

O senador José Medeiros (PSD) afirma que o impeachment é inevitável diante do processo que está sendo julgado. “O Congresso Nacional não pode ficar inerte a toda essa situação. A população clama por isso diante de tudo que vem sendo apresentado. É inevitável, e se o processo passar pela Câmara dos Deputados, também passará no Senado”.

O senador Wellington Fagundes (PR) fez um pronunciamento na tribuna do Senado dizendo que não é contrário ao instituto do impeachment, mas não externou sua posição no quadro atual. Para o cientista político João Edisom, a presidente não tem mais sustentabilidade governamental, nem no Congresso nem nas ruas.

 

 

 

Fonte Folhamax