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Sem professores, escola de Sinop vira cinema

Marcia Jordan

14/04/2016 às 20:38

Sem professores, escola de Sinop vira cinema

473d3a90187b8eb0681b076aa5a93987Há pelo menos dois meses, os alunos da Escola Municipal Uilibaldo Vieira Gobbo, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, estão assistindo filmes no lugar das aulas normais por falta de professor. Duas das seis turmas da unidade escolar, não têm professores. Segundo o conselheiro da escola, Ernanes Borges dos Santos, para lidar com o déficit de profissionais, os professores têm alternado as aulas normais e os filmes entre as turmas.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a falta de professores na escola acontece por causa de atestados de saúde a curto e longo prazo. Segundo a secretária de Educação daquele município, Gisele Faria, para a substituição desses profissionais, a prefeitura segue trâmites que atrasam as novas contratações.

A escola atende uma média de 300 alunos nos dois turnos. A cada turno são 18 alunos por sala. De acordo com o conselheiro, para suprir a falta de professores, a diretora e os coordenadores estão assumindo turmas para dar aulas. “Isso não é para acontecer. Diretor e coordenador não pode dar aula. Não faz parte da atribuição delas”, afirmou.

Para a presidente do conselho escolar, Vilma da Silva Cunha, apresentar os filmes é uma opção para não deixar os alunos fora de sala de aula. “Ficar sem aula, eles não ficam. Mas a qualidade dessa aula não dá para garantir”, disse.

Os pais chegaram a protestar no pátio da escola para pedir a contratação de professores. Além de cobrar novos educadores, a dona de casa Ana Cabra está preocupada com o filho que é autista e precisa de atendimento especial. “Se não tem nem professor, imagina o monitor que deve estar junto com o meu filho?”, indagou.

Como alternativa, a secretária Gisele Faria aponta a maior atribuição de carga horária aos professores contratados. Segundo ela, cada professor pode assumir mais dez horas extras, além da sua carga horária. “Ainda assim não é obrigatório que o professor pegue essas horas excedentes. E, nessas horas extras, o professor não pode passar filme, tem que dar aula”, disse.

Para protestar contra a situação, mães de alunos foram até a escola na terça-feira (12).

 

 

 

Fonte Folhamax