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ÉDER

Éder afirma que PF age pró-Taques e insinua caixa 2 em 2010

Marcia Jordan

20/06/2014 às 14:58

Éder afirma que PF age pró-Taques e insinua caixa 2 em 2010

Em interceptação telefônica feita pela Polícia Federal no mês de fevereiro deste ano, o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, afirma que a Operação Ararath, que revelou um amplo esquema de lavagem de dinheiro, tem cunho político e serviu para favorecer politicamente o senador Pedro Taques (PDT), pré-candidato ao governo de Mato Grosso. “Não acaba essa porra. É só frescura para promover Pedro Taques e todo mundo sabe disso”, afirmou.

Em uma conversa com duração de 2m51s com um homem não identificado, Eder Moraes ainda fala que a Operação Ararath da Polícia Federal, até aqui desdobrada em cinco fases, atingirá futuramente o senador Pedro Taques. “Só que, que é do Pedro Taques tá guardado, né? O rolo dele com JBS, com Itamaraty…”, prevê numa insinuação de que a campanha do senador pedetista em 2010 tenha sido finaciada por grupos econômicos ligados ao empresário Fernando Mendonça de França, também investigado pela Polícia Federal. 

O outro lado da linha, tido como homem não identificado, ironiza. “Isso ninguém fala né (risos). Daí, Eder afirma que promotores de Justiça doaram quantias financeiras na reta final da campanha eleitoral de Taques em 2010 sem o registro oficial na Justiça, o que, em tese, configura em caixa 2″, afirma a pessoa não identificada colocando em xeque a postura de alguns integrantes do Ministério Público do Estado. 

Em determinando momento da conversa, Eder afirma que teria provas registradas destas movimentações financeiras. “Um monte de promotor que doou sem declarar, pra ele na última hora. Através de e-mail. Tá tudo registrado. Mas, cada um paga o seu pecado no tempo certo”. 

A assessoria de imprensa do senador Pedro Taques (PDT) informou que não vai comentar as declarações do “réu” Eder Moraes, mas, reitera que as contas de campanha de 2010 foram aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral. O presidente da AMMP (Associação Mato Grossense do Ministério Público), promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior, afirmou que vários promotores de Justiça fizeram doações, como pessoa física, à campanha do senador Pedro Taques. Os recebidos foram enviados aos doadores para a declaração do imposto de renda.

 

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