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WELLINGTON

Wellington vota 'sim' ao impeachment de Dilma

Marcia Jordan

23/04/2016 às 08:21

Wellington vota 'sim' ao impeachment de Dilma
Brasília - DF, 23/03/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o Senador Wellington Fagundes. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Brasília – DF, 23/03/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o Senador Wellington Fagundes. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O senador Wellington Fagundes (PT) confirmou nesta sexta-feira (22), que irá votar ‘sim’ para continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Com o voto do republicano, a bancada de Mato Grosso no Senado é favorável a queda da petista.

Líder do Partido da República, o senador é membro da Comissão Especial que analisará o assunto no Senado. “ O país já está maduro para isso. O momento está chegando e é claro que esse voto não pode ser apenas técnico”.

A Comissão será instalada na segunda-feira (25). Ele acredita que, dentro de no máximo uma semana, será possível aprovar o relatório e encaminhá-lo a plenário para que lá também seja apreciada a decisão proveniente da Câmara dos Deputados. Após juízo de admissibilidade do processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff poderá ser afastada do cargo por até 180 dias, assumindo em seu lugar o vice-presidente Michel Temer (PMDB).

“Nós temos pressa, pois não podemos deixar o cidadão brasileiro na incerteza. Principalmente aqueles que estão desempregados e querem uma solução para este país”, alertou.

O líder do PR no Senado relatou que tem mantido constante diálogo com Dilma Rousseff. E nesta semana, quando a chefe do Executivo o questionou sobre a posição da Casa revelou para a petista que o clima no Senado é pela admissibilidade

Fagundes observou ainda que jamais concordou que o impeachment seja um golpe e que sempre reconheceu que o processo “tem previsão constitucional, sendo, portanto, democrático”. Mas enfatizou a necessidade de que o caso seja analisado com responsabilidade: “Nós temos que pensar, ao votar, nas futuras gerações. Nós não podemos estar aqui para votar apenas pensando em nossos filhos, esposas, famílias, não. Estou aqui com a responsabilidade de milhares de votos do meu Estado” – frisou.

O parlamentar ainda destacou que o PR não fechou questão em torno do processo de impeachment da presidente Dilma. “Tivemos a oportunidade de ajudar o desenvolvimento do país ao indicar o saudoso republicano, José de Alencar, que foi extremamente importante para aliar o capital ao trabalho e, junto com o presidente Lula, trazer mais de 50 milhões de pessoas da pobreza total para o consumo. Avançamos muito a classe média, e é isso que queremos e devemos fazer, dar mais oportunidades a população brasileira”, acrescentou.

O impedimento do mandato de Dilma seria é por causa das denúncias sobre crime de responsabilidade.

O republicano alega que irá pesar no momento da votação, o clamor popular. “É preciso ouvir as ruas, a população”, finaliza.

 

 

 

Fonte GazetaDigital