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Falta de chuva em Mato Grosso preocupa nas lavouras de milho

Marcia Jordan

28/04/2016 às 09:24

Falta de chuva em Mato Grosso preocupa nas lavouras de milho

milho-foto-eliandro-zaffari-aprosojaA falta de chuva preocupa os produtores de milho em Mato Grosso, principalmente pelo fato de 62,07% da produção já ter sido comercializada antecipadamente. Em alguns municípios a água disponibilizada por São Pedro não é vista há 30 dias.

Um diagnóstico da situação das lavouras de milho está sendo realizado por especialistas na 3ª edição do Circuito Tecnológico Etapa Milho, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) em parceria com a Embrapa. Lavouras de 28 municípios estão sendo visitadas durante essa semana.

A preocupação quanto a falta de chuvas foi constatada pelas equipes do Circuito Tecnológico já nos dois primeiros dias. A expectativa de Mato Grosso é colher 19,970 milhões de toneladas de cereal, porém acredita-se que tais números não se concretizem.

Hoje, o Estado conta com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento. As propriedades que conseguiram semear o cereal na janela ideal estão em fase de preenchimento de grão e pendoamento já, momentos estes em que as chuvas são essenciais para uma boa produtividade.

O produtor e delegado da Aprosoja em Campo Verde, Fernando Ferri comenta que mesmo que a estiagem ceda um pouco em maio as lavouras já estão prejudicadas. Em sua propriedade foram comercializadas antecipadamente 96 sacas por hectare. “Pelo que está se apresentando, caso chova, devo conseguir até 85 sacas por hectare. Aqui na região a chuva não caía desde o dia 23 de março”, comenta lembrando que na 2ª safra 2014/2015 colheu 100 sacas por hectare e na 2013/2014 120 sacas. “Com esse cenário, terei que renegociar as vendas”, completa.

Outro ponto observado pelos técnicos da Aprosoja e da Embrapa é quanto à fitossanidade. Segundo os especialistas da Aprosoja, constatou-se que a compra de milho de baixa ou média tecnologia é cada vez mais frequente.

O diretor técnico da Aprosoja-MT, Nery Ribas, salienta que os produtores mato-grossenses estão optando em investir menos na tecnologia no milho de segunda safra em decorrência ao seu “custo/benefício”.

“O exemplo pode ser visto na compra de sementes, onde se tem acompanhado que tecnologias embarcadas têm demonstrado redução na sua eficiência. Ou seja, sementes caras necessitando de aplicações com inseticidas para combate às lagartas”, explica.

Entre as pragas localizadas pelas equipes que estão em campo estão as lagartas do cartucho e Helicoverpa zea na região Leste e a lema na região Sul do estado. Conforme o entomologista Rafael Pitta da Embrapa, foram constatados híbridos transgênicos com problemas de ataques de lagartas.

Já na região Oeste percevejo barriga-verde foram localizados.

 

 

Fonte Agroolhar