Mato Grosso, Quinta-Feira, 17 de Junho de 2021
Logo Só Informação
Informe Publicitário
TAQUES

Taques não descarta escândalos, mas diz que não teme desgaste na gestão

Marcia Jordan

04/05/2016 às 23:22

Taques não descarta escândalos, mas diz que não teme desgaste na gestão

taques-seducO governador Pedro Taques (PSDB), que aceitou o pedido de exoneração do ex-secretário estadual de Educação Permínio Pinto ainda na terça (3) à noite, avalia que o esquema de direcionamento de licitações e cobrança de propina sobre obras da secretaria estadual de Educação (Seduc) orçadas em R$ 56 milhões, não será o único escândalo a ser descoberto no Governo. Entretanto, afirma que não tolera a corrupção.

“Trabalho há 22 anos no combate à corrupção. Nunca tive a pretensão de acabar com a corrupção. Sei que isso é utópico. Também não digo que corrupção é erro, corrupção é crime. E crime não pode ser tolerado”, declarou Taques em coletiva, convocada na tarde desta quarta (4), para explicar as medidas adotadas, após a deflagração da Operação Rêmora do Gaeco.

Taques também fez questão de ressaltar que acredita na inocência de Permínio, lembrando que a própria decisão judicial que fundamentou a prisão preventiva dos três servidores da Seduc indica que o ex-secretário não teve participação nos delitos. Ainda assim, admite que o correligionário falhou ao não identificar a prática de atos de corrupção na pasta que dirigia. “Não vou dourar a pílula, sem pré-julgamentos, mas existiu falta de controle. Ficou evidente que mais mecanismos de controle precisam existir”.

Além disso, o governador esclareceu que Permínio não foi nomeado na Seduc por indicação do PSDB. Segundo Taques, a decisão de nomeá-lo foi pessoal e baseada na melhora dos indicadores no período em que dirigiu a secretaria de Educação de Cuiabá. “A indicação foi técnica, com base na melhoria dos indicadores da Educação na Capital, que são infinitamente melhores que os de Mato Grosso”, explica.

Sobre a repercussão da Operação Rêmora, Taques garante não temer que o Governo fique desgastado perante a população. Pontua que a preocupação maior é fortalecer os mecanismos de controle, porque a democracia se aperfeiçoa com o fortalecimento das instituições. “Meu Governo não pode ser titulado por um caso como esse. Cabe ao eleitor, não aos meus adversários, aquilatar a imagem. Não estou jogando lixo para debaixo do tapete”, conclui. 

 Sobre o funcionamento da Seduc, Taques assegura que as obras  em andamento não serão paralisadas. Afirma que o secretário do Gabinete de Governo José Arlindo foi designado como interino na pasta justamente para garantir o funcionamento da máquina, bem como elaborar diagnóstico da situação em conjunto com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria Geral do Estado (CGE) e o Núcleo de Gestão formado pelos  secretários Paulo Brustolin (Fazenda), Júlio Modesto (Gestão)  e Marco Marrafon (Planejamento). 

Operação Rêmora

A Operação Rêmora investiga suposto esquema de direcionamento de licitações e cobrança de propinas sobre obras da Seduc, orçadas em R$ 56 milhões. Segundo o Gaeco, 13 obras foram executadas e outras 13 tiveram o processo licitatório interrompido em razão das suspeitas de fraude.

Nessa terça (3), foram expedidos 39 mandados de prisão, condução coercitiva e busca e apreensão. De acordo com o Gaeco, a organização criminosa era dividida por três núcleos e tinha o envolvimento de agentes públicos e de empresários.

Até o momento, já foram identificadas 29 pessoas com participação direta no esquema. Os agentes públicos envolvidos são Fábio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e Moises Dias da Silva. Dos três, apenas Wander Luiz dos Reis ainda não foi preso, pois estaria de férias.

 

Fonte – RD News