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COMISSÃO

Comissão especial vai debater proposta de Nilson Leitão que cria o agente comunitário da terra

Marcia Jordan

05/05/2016 às 07:34

Comissão especial vai debater proposta de Nilson Leitão que cria o agente comunitário da terra

nilson-leitao(8)A Câmara do Deputados finalizou na tarde de ontem quarta-feira (04), a instalação de uma comissão especial para dar parecer sobre a Proposta de Emenda Constitucional nº 131-A/2011, de autoria do deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT). A PEC cria a figura do agente comunitário da terra e prevê recursos para o programa de assistência técnica rural. A admissibilidade da proposta foi aprovada no ano passado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A comissão é formada por 26 titulares e 26 suplentes. A presidência ficou com o deputado federal Cesar Halum (PRB/TO) e a relatoria com o deputado federal Luiz Claudio (PR/RO).

A ideia é que os agentes comunitários – técnicos agropecuários, engenheiros agrônomos e médicos veterinários-, atuem diretamente junto aos pequenos produtores e assentados de reforma agrária levando orientação e conhecimentos técnicos, além dos avanços desenvolvidos pela Embrapa e pelas empresas de pesquisa agropecuária dos estados.

“Essa PEC vai oportunizar aos pequenos produtores e aos assentados a intervenção de técnicos para orientar e acompanhar nas suas propriedades, a produção das suas culturas, um trabalho que hoje está totalmente abandonado. A discrepância é tão grande que Mato Grosso, por exemplo, é o maior produtor de soja, de algodão, de milho, o maior produtor de carne, mas é o pior produtor de alimentos; 90% do que se consome no Estado vêm de outros Estados. Estão lá os maiores assentamentos do Brasil, e esses assentados vivem à beira da miséria; saem das suas chácaras, saem dos seus assentamentos para comprar no mercado o alimento que vem de outros lugares”.

O parlamentar acredita que o trabalho de extensão rural vai ajudar a fixar o pequeno produtor no campo, evitando o abandono da terra, pratica comum, sobretudo, nos assentamentos.

“Há boa vontade, sabem plantar, a terra é produtiva, o clima é favorável. O que falta é orientação técnica para que vençam as dificuldades próprias da lida no campo”, finalizou.

 

 

Fonte Assessoria