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MANÍACO

Maníaco que matou menina pode ter feito outra vítima em Peixoto de Azevedo

Marcia Jordan

09/05/2016 às 07:52

Maníaco que matou menina pode ter feito outra vítima em Peixoto de Azevedo

b7fd48bdfc1f8c76bbd47e7950a60704Uma prisão no Estado do Pará pode ter elucidade um dos crimes mais complexos dos últimos anos em Mato Grosso. O desaparecimento de menino Flávio Henrique, de apenas dois anos, desde janeiro de 2015, pode terminar como mais um homicídio de criança no Estado.

O preso no outro Estado, identificado como Ageu Silva Dias, de 41 anos, estuprou e matou uma menina de sete anos no último domingo. Esse mesmo suspeito morava em frente a casa de Flavinho, no município de Peixoto de Azevedo, extremo norte de Mato Grosso, e agora recai sobre ele a responsabilidade pelo crime contra Flavinho.

A Polícia Civil começou o inquérito do desaparecimento do menino como um possível seqüestro. “A área foi totalmente vasculhada, ai um certo dia até aproveitadores do Rio de Janeiro ligaram pedindo resgate e por isso pensamos em seqüestro, mas nada foi confirmado. Com uma nova prisão que fizemos, temos novas hipóteses para esse crime”, comentou o delegado geral da Polícia Civil, Adriano Peralta Moraes.

A investigação da polícia aponta como autor do crime contra o garoto o detido Ageu Silva Dias. Esse suspeito estuprou e matou uma menina de sete anos em Peixoto de Azevedo no último domingo (01-05).

Após o crime, Ageu fugiu de moto para o Estado do Pará. Ele foi detido dois dias após o estupro seguido de homicídio na cidade de Castelo dos Sonhos pela Polícia Civil daquele Estado. Ele ainda não confessou o crime, mas é o principal suspeito, pois a menina antes de ser morta foi deixada em sua casa por ele ser amigo da família. Na noite, o corpo da menina foi encontrado sem a calcinha e com um corte profundo no pescoço.

A polícia, por saber que Ageu morava em frente a casa de Flávio Henrique, desconfia que ele cometeu esse crime. “É o principal suspeito. Pela forma que ele matou a menina, tudo indica que ele é pedófilo e pode ser o nosso procurado pela morte do Flávio Henrique. Ele morava na frente da casa do menino e quando Flavinho desapareceu, ele inclusive estava fora de sua residência”, disse um policial que trabalhou no caso.

O corpo da criança, apesar de todo esforço, não foi encontrado. A suspeita é que esteja morto e enterrado na região, porém uma espécie de vasculho foi realizado em poços, matas, morros e fazendas e nenhuma pista foi vista. A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), enviou vários policiais para a região, fez uma verdadeira tarefa e nada foi encontrado.

Os pais chegaram a pedir ajuda da Assembleia Legislativa e até hoje nenhuma resposta foi dada ao caso. O pai de Flavinho, chegou a falar na época com a reportagem pedindo apoio na procura. Ele relata como o filho desapareceu.

“Nós estávamos na casa e descuidamos dele por uns 10 minutos. Quando percebemos que ele tinha desaparecido, começamos a procurar por todo lado. Fiquei procurando de moto até a madrugada, daí começou a chover e parei”, contou. No mesmo dia, a polícia e o Corpo de Bombeiros foram chamados.

Uma das hipóteses da época é que a criança possa ter caminhado alguns metros e se afogado em uma represa, próximo a casa. No entanto, horas após a informação do desaparecimento, o Corpo de Bombeiros foi acionado e não encontrou nada. “Os militares fizeram varredura nessa represa, mas nenhum corpo foi localizado”, explicou.

Hoje, com a prisão de Ageu, os delegados já desconfiam que ele tenha cometido o crime. “Pela forma que ele agiu contra essa pequena de sete anos, ele pode ser considerado doente e ter feito o mesmo com Flavinho. Iremos ouvi-lo para sanar essa dúvida. Ele deve negar, mas hoje ele é o principal suspeito”, falou o delegado Adriano Peralta, que inclusive estudou todo o inquérito do caso.

Ageu atualmente aguarda ser ouvido no Presídio Ferrugem, em Sinop. Por conta da crueldade do crime contra a menina, ele não deve ser levado para Peixoto. A integridade física dele deve ser resguardada e por isso devemos ouvir e até julgar ele fora de Peixoto de Azevedo.

Os pais de Flavinho não atenderam os telefonemas.

 

 

 

Fonte Hiper Noticias