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Jovem fica 8 dias em coma após ser atingido por linha com cerol em MT

Marcia Jordan

11/05/2016 às 08:15

Jovem fica 8 dias em coma após ser atingido por linha com cerol em MT

cerol_346pO jovem Marcos Orlando Jorge da Penha, de 20 anos, ficou oito dias em coma induzido após ser atingido no pescoço por uma linha com cerol. Ele deixava a casa da namorada, no Bairro Altos do Parque, em Cuiabá, em uma moto quando sentiu o corte. A vítima, que trabalha em uma feira de artesanato, teve alta na segunda-feira (9) e se recupera em casa. Os amigos dele fazem uma campanha para arrecadar dinheiro para cobrir os gastos com o hospital.

O cerol é uma mistura cortante de vidro moído e cola, que se torna um perigo para pedestres e principalmente motociclistas. Em Mato Grosso, uma lei de 2008 proíbe o uso de cerol. A lei sancionada pelo então governador Blairo Maggi (PR), hoje senador, também prevê multa para quem for flagrado usando cerol ou outro tipo de material cortante nas linhas de pipas ou objetos similares.

“Saí com a moto, nem acelerei muito e quando fui virar a esquina já senti o corte e caí no chão”, relembra. O corte, de tão profundo, atingiu a traqueia, a garganta e alguns vasos sanguíneos maiores. No momento do acidente, Marcos diz que se lembra de ver muitas crianças brincando nas ruas.

“Depois de cinco minutos do acidente meu pai voltou na rua e já não tinha mais ninguém”, disse. Após ser ferido, o jovem se lembra que tentou se manter calmo – a mãe, que é enfermeira, havia ensinado Marcos que era importante ficar o mais calmo possível em situações como essa.

O rapaz foi encaminhado para uma policlínica para tentar estancar o sangue e, logo depois foi levado para o Pronto-Socorro, onde se lembra de ter vomitado muito sangue. Ele ficou 15 dias internado na unidade, sendo oito em coma induzido, após uma cirurgia para reconstruir parte do pescoço.

Hoje, ele já está em casa continuando a recuperação. Ainda segundo Marcos, até agora ninguém no bairro se manifestou sobre o acidente. Para ajudar a cobrir os gastos com o hospital, os amigos do jovem iniciaram uma campanha para arrecadar dinheiro. “É uma situação difícil, temos que ajudar. Ele é um menino muito trabalhador”, afirmou Rute Silva, presidente do grupo de artesãos do Beco da Matriz.

Paulo Penha, pai de Marcos, diz que não sabe exatamente quanto gastou no hospital com o tratamento do filho. No entanto, teve que comprar fraldas, colchão especial para o período do coma e até placa para raio-x.

Leucemia
Marcos está em Cuiabá há quatro anos. O jovem se mudou com o pai para realizar o tratamento de leucemia na capital. Antes Marcos era morador do Distrito de Vila Cardoso, no município de Porto Espiridião, a 358 km de Cuiabá. O tratamento da doença dura dez anos.

 

 

 

Fonte:g1