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Gaeco suspeita que "alguém maior" tenha se beneficiado de fraudes na Seduc

Marcia Jordan

13/05/2016 às 09:08

Gaeco suspeita que "alguém maior" tenha se beneficiado de fraudes na Seduc

27591b00361009c6d619f7cd73f9c105Chefe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o promotor de Justiça Marco Aurélio Castro afirmou que as investigações relacionadas a Operação Rêmora apontam que o dinheiro desviado da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) por meio de cobrança de propinas não deve ter permanecido somente com os servidores públicos, mas também com figuras do alto escalão do serviço público.

Questionado se poderia comprometer deputados estaduais pois os dois últimos ex-superintendentes de Infraestrutura Escolar foram indicados pela Assembleia Legislativa, o promotor de Justiça Marco Aurélio prega cautela. “Seria prematuro neste momento falar do envolvimento de parlamentares em corrupção”, disse.

Com base nos documentos apreendidos, o promotor de Justiça assegura que já há elementos suficientes para encaminhar a denúncia ao Judiciário. Além disso, acredita que figuras ligadas a cúpula do serviço público tenham sido beneficiadas com o dinheiro desviado por meio das fraudes.

“Nós temos provas cabais de que essas pessoas alvo de busca e apreensão tem envolvimento nessa organização criminosa. O desafio do Ministério Público é ver a quem esse dinheiro se destinava. Temos alguns indicativos e no momento nós vamos colocar. Mas, como toda corrupção se destina a alguém maior que seus executores. Queremos delinear quem é quem com base em provas”, afirma.

Até o momento, as investigações não apontaram o envolvimento do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, o que veio a ser reconhecido na decisão da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda. Em uma interceptação telefônica autorizada pela Justiça foi levantada suspeita de outros envolvidos.

No dia 24 de novembro, o então assessor especial da Seduc, Fábio Frigeri, que também está preso, manteve conversa por telefone com um terceiro não identificado e é questionado se Moisés Dias da Silva, que assumiu o cargo de Wander Luiz dos Reis, poderia atrapalhar o que supõe ser algo de seu interesse nas licitações milionárias da pasta.

Daí, Fábio Frigeri responde que a nomeação atendeu aos interesses de alguém com influência sob o então secretário Permínio Pinto e que tudo estava sob controle. “Me diz uma coisa: essa situação do moço novo pode complicar para mil alguma coisa?”, questiona “Moti”.

Já o então “braço direito” tucano na pasta responde que a “a indicação foi feita pelo chefe do 01, não havendo motivos para ele (provavelmente moço novo) querer mexer e pergunta por que?”.

 

 

 

 

Fonte Folhamax