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Após operação do Gaeco, Taques pode adotar solução caseira e nomear secretário Marrafon na Seduc

Marcia Jordan

14/05/2016 às 08:27

Após operação do Gaeco, Taques pode adotar solução caseira e nomear secretário Marrafon na Seduc

marrafon-mayke-toscano(2)O governador Pedro Taques (PSDB) pode adotar uma solução caseira para estancar a crise instalada na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) após a operação que desmontou um esquema de fraudes em licitações de obras em escolas. A reportagem  apurou que um dos nomes avaliados para assumir a pasta é o secretário de Estado de Planejamento (Seplan), o advogado Marco Aurélio Marrafon.

Desde o ano passado, Marrafon tem influência direta nas principais decisões administrativas e econômcas do governo, além de opinar em projetos de lei que envolvam receitas e despesas, antes de serem enviados para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Marco Marrafon é da confiança do governador e integra o “núcleo duro” do governo.

Um indicativo dessa possibilidade é a nomeação do advogado Luciano Bernart como assessor especial da Seduc, no lugar de Fabio Frigeri, preso na Operação Rêmora. O novo assessor é vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Constitucional – entidade que é presidida por Marrafon, o que já aponta possível influência do secretário na pasta. A nomeação de Bernart com nível DGA-2 consta no Diário Oficial que circulou na quinta-feira (12).

Outra possibilidade avaliada é que um deputado venha a assumir o comando da Seduc. O deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) teria sido sondado para o cargo, o que deixaria José Augusto Curvo “Tampinha” (PSD) ocupando a cadeira na Câmara Federal. Também há rumores que um deputado estadual poderia assumir a pasta.

Atualmente, o secretário do Gabinete de Governo, José Arlindo de Oliveira Silva, responde interinamente pela pasta. Ele assumiu horas após o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrar a Operação Rêmora, em 3 de maio, quando o então secretário Perminio Pinto (PSDB) entregou o cargo ao governador Pedro Taques.

Entenda o caso

O tucano foi isentado pela juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que não viu participação de Perminio no esquema investigado. O coordenador do Gaeco, o promotor Marco Aurelio de Castro, por sua vez, questionou a postura do secretário ao receber informações de que o esquema era operado na Seduc.

“O depoimento do secretário nos coloca em um trincheira. Ele diz que recebeu a informação [sobre a corrupção], mas não de forma detalhada da [Adriana] Vandoni – que atua no Gabinete de Combate a Corrupção. Eu imagino… Um homem médio, sentado numa cadeira de secretário, e uma pessoa de fora vem até ele e diz: olha tá tendo corrupção aqui. Eu, como homem médio, iria querer saber quem é, como, quando. Para eu poder tomar as providências. Mas ele não teria enveredado por essas informações de como, quando e onde operavam”, declarou o promotor à imprensa na quinta-feira (12).

Na operação, foram presos preventivamente três funcionários da Seduc (além de Fabio Frigeri, estão na cadeia Moisés Dias da Silva e Wander Luiz dos Reis) e um empresário, Giovani Guizardi, dono da Construtora Dínamo. O Gaeco investiga um esquema de fraude em 26 licitações para reformas em escolas estaduais, que somam R$ 56 milhões em obras, desde outubro de 2015. São investigados os crimes de organização criminosa, fraudes a licitações, corrupção ativa e passiva, formação de cartel e lavagem de dinheiro.

 

 

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