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Em crise, diversas prefeituras de MT deixam de pagar contas para honrar salários

Marcia Jordan

14/05/2016 às 08:14

Em crise, diversas prefeituras de MT deixam de pagar contas para honrar salários

posse-amm-15(3)A maioria dos 141 municípios mato-grossenses atravessa a crise econômica nacional enfrentando graves dificuldades financeiras. Para honrar os salários dos servidores, por exemplo, muitos estão deixando de pagar contas e fornecedores. Os problemas são em função da queda na arrecadação e nos repasses, tanto estaduais quanto federais.

“A maioria dos prefeitos está mantendo os salários em dia com muita dificuldade, deixando de pagar contas como energia elétrica, além de fornecedores. Não sabemos até quando vamos conseguir manter. Nos três primeiros meses de 2016, houve redução de 17% do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e 14% do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação)”, observou o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), o prefeito de Nortelândia, Neurilan Fraga (PSD).

O dirigente da entidade vê na posse do vice-presidente Michel Temer (PMDB) como presidente da República interino a possibilidade de um futuro mais definido, o que permitirá um melhor planejamento dos municípios. Temer assumiu na última quinta-feira (12), com a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) aprovada no Senado, e governará o país interinamente pelos próximos 180 dias. Se Dilma for condenada, ele completará o mandato, até 2018.

“O Brasil está em crise, com menos consumo de produtos e menos impostos. De modo que a arrecadação do governo federal também caiu. Pelo menos se estabilizaram as receitas, o que já é alguma coisa. Agora esperamos um horizonte mais definido para planejar”, avaliou Neurilan.

Nesta semana, diversos prefeitos estiveram na capital federal para a XIX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, apresentando a pauta municipalista para o Congresso Nacional e o novo governo.