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Gaeco aponta empresário preso secretário de fato e chefe da Educação de MT

Marcia Jordan

19/05/2016 às 07:28

Gaeco aponta empresário preso secretário de fato e chefe da Educação de MT

b5b3386301d04d2a4f8cba3114726396Na denúncia criminal encaminhada à Justiça relacionada a “Operação Rêmora”, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) revela que o empresário Giovani Guizardi, dono da Construtora Dínamo, se apresentou em uma reunião para tratar de propina na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) como o “secretário de fato” da pasta.

Além disto, ele teria afirmado que “o chefe” para determinar os pagamentos relacionados as obras divididas entre um grupo de empresários.

A declaração de que seria “o secretário de fato” foi dada em uma reunião com o empresário Ricardo Augusto Sguarezi, na qual foi cobrada a propina de 5% para a empresa Aroeira Construções receber pelo serviço devidamente prestado. “Ricardo Augusto Sguarezi foi até a sede da empresa Dínamo Construtora para conversar com Giovani Belatto Guizardi e foi por ele atendido.

Na ocasião, Giovani se apresentou como o secretário de fato dizendo que era o novo chefe para determinar os pagamentos relativos a obras na Seduc e então solicitou de Ricardo vantagem pecuniária indevida consistente numa comissão de 5% sobre o valor da medição para que a empresa de Ricardo pudesse receber seu crédito junto ao Estado de Mato Grosso”, diz um dos trechos da denúncia.

A partir daí, pode se perceber o poder de influência que Guizardi exercia na Secretaria de Educação, como o recebimento de documentos e informações privilegiadas obtidas por meio de contatos com servidores públicos do alto escalão da pasta.

“Conforme consignado na investigação, no momento da solicitação da propina Giovani ostentava o poder de fato que tinha dentro da Seduc mostrando a Ricardo Sguarezi um relatório contendo todas as medições e contratos que a empresa deste tinha com a secretaria”, completa.

A denuncia cita ainda que o ex-assessor especial da Seduc, Fábio Frigeri, e o ex-superintendente de Infraestrutura Escolar, Moisés Dias, se referiam ao empresário Giovani Guizardi como “chefe”, direcionando empresários que reclamavam da falta de pagamento por serviços prestados. Guizardi e os ex-servidores públicos Fábio Frigeri, Moisés Dias e Walter dos Reis estão presos preventivamente.

Todos foram denunciados formalmente a Justiça e responderão pelos crimes de constituição de organização criminosa, formação de cartel, corrupção passiva e fraude a licitação. O acolhimento ou não da denúncia será analisado pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda.

 

 

Fonte Folhamax