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EMPRESÁRIO

Empresário preso prestava contas de propina a servidores da Educação de MT

Marcia Jordan

20/05/2016 às 09:19

Empresário preso prestava contas de propina a servidores da Educação de MT

ea121159fd041a4c134e65728d703e30Na denúncia encaminhada a Justiça referente a “Operação Rêmora”, o Grupo de Ação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) descreveu o empresário Giovani Belatto Guizardi como o “elo” entre os empresários que firmavam contrato com a Secretaria de Educação e os servidores envolvidos no esquema. Giovani Guizardi está preso desde o dia 3 de maio, junto com os ex-servidores Fábio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e Moisés Dias da Silva.

Entre as funções atribuídas a Guizardi, estavam a cobrança e o recebimento da propina junto aos empresários. Ele também era responsável por colher as reclamações para “destravar” processos junto a Secretaria.

“Por não fazer parte do staff da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, solucioná-las, mormente no que diz respeito a atos indispensáveis ao desenrolar dos procedimentos administrativos que culminam em pagamentos por parte do Estado de Mato Grosso a empresas construtoras em decorrência da execução total ou parcial do objeto dos contratos mantidos entre eles”, diz trecho da denúncia.

Outro ponto destacado na denúncia é a propina recolhida era destinada aos servidores públicos. Inclusive, havia “prestação de contas” do dinheiro arrecadado.

“No exercício destas funções de trato direto com os empreiteiros, Giovani Belatto Guizardi solicita e recebe diretamente destes a propina em nome de Fabio Frigeri, Wander Luiz Dos Reis e Moises Dias da Silva, prestando contas de suas atividades a estes, repassando-lhes as receitas ilícitas”, aponta a denúncia.

O Gaeco protocolou a denúncia de fraudes na Secretaria de Educação nesta quarta-feira. Ao todo, 22 pessoas são acusadas de crimes de constituição de organização criminosa, formação de cartel, corrupção passiva e fraude a licitação.

Levando-se em conta as imputações contidas na denúncia, as penas que poderão ser aplicadas aos empresários variam individualmente de 24 a 58 anos de reclusão. Já Guizardi, Fábio Frigeri e Wander Luiz dos Reis poderão ser condenados entre 62 a 162 anos de reclusão.

 

 

 

Fonte Folhamax