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Ao Gaeco, administrador de empreiteira acusa prefeito em MT de cobrar propina de 5%

Marcia Jordan

01/06/2016 às 09:37

Ao Gaeco, administrador de empreiteira acusa prefeito em MT de cobrar propina de 5%

44df3a9976f8f120f0bcefa171188e24O prefeito de Jaciara, Ademir Gaspar de Lima (PR), é suspeito de cobrar propina de empreiteiras pelo período de dois anos para autorizar o pagamento pelos serviços prestados em obras públicas do município. A suspeita veio a tona com o depoimento do administrador José Henrique Marimon Stephan, representante sócios da Sanepavi Construções ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) nas investigações relacionadas a Operação Rêmora que apura a cobrança de propina por servidores públicos lotados na Seduc (Secretaria de Estado de Educação) para liberar pagamento as empreiteiras que mantinham contrato nas obras.

“Ficou sabendo pelo seu patrão que ele pagou propina em 2014 e 2015 para o prefeito de Jaciara, Ademir, para poder receber as medições”, diz um dos trechos do depoimento.

Embora tenha dito que tomou conhecimento do pagamento de propina, o empresário não citou valores e tampouco quais seriam as obras que culminariam em devolução de dinheiro ao prefeito. Com a revelação, os promotores de Justiça avaliam a possibilidade de instaurar uma nova linha de investigação em relação aos contratos que a Sanepavi Construções mantém com a prefeitura municipal de Jaciara com o intuito de apurar a suspeita de esquemas de corrupção.

Afinal, não há vinculação com o esquema suspeito que vigorava na Secretaria de Estado de Educação. A Operação Rêmora deflagrada pelo Gaeco investiga licitações de reformas em escolas que teriam sido fraudadas desde outubro de 2015. Pelo menos 23 obras, totalizando mais de R$ 56 milhões, estariam com irregularidades.

O esquema teria a participação de servidores da pasta e de empresários donos de construtoras. De acordo com o Gaeco, participavam do esquema servidores e empresários.

Os funcionários públicos recebiam informações privilegiadas sobre as licitações e organizavam reuniões com empreiteiros para fraudar a livre concorrência do processo licitatório. Além de Ademir Gaspar, que foi eleito pelo PT em 2012, o administrador da Sanepavi revelou que uma funcionária da Seduc recebia 3% de propina que seria destinada a campanha do deputado federal Ságuas Moraes (PT) em 2014.

Fonte Folhamax